Inspirado no livro A Guerra dos Roses, de Warren Adler, Os Roses: Até Que a Morte Os Separe, do diretor Jay Roach, chega aos cinemas brasileiros nesta semana. Releitura da renomada A Guerra dos Roses, clássico filme de 1989, a produção promete fazer os espectadores rirem do início ao fim.
Estrelado por Olivia Colman e Benedict Cumberbatch, o longa conta com pouco mais de 100 minutos de duração. Logo em suas primeiras cenas, fazendo jus ao nome do filme, a dupla aparece em uma sessão de terapia de casal, demonstrando que estão enfrentando problemas, mas tentando resolvê-los.

Já nos primeiros diálogos, Colman e Cumberbatch mostram uma química imbatível, com sacadas rápidas e um carisma sem igual. Isso faz com que os espectadores os achem adoráveis, quase esquecendo o fato do quão detestavelmente humanos eles são – e isso nos arrebata em diferentes momentos da produção.
Toda a sagacidade no diálogo do casal é complementada pelo elenco de apoio, que conta com nomes como Andy Samberg (nosso eterno Jake Peralta #B99) e Kate Mckinnon, que se destaca em algumas cenas importantes para o desenrolar da trama.

É engraçado – vendo de fora, é claro – quanto ressentimento é possível um parceiro guardar do outro por anos, apenas pelo fato de ser uma família e ter um sentimento latente. Acredito que Os Roses: Até Que a Morte Os Separe estreia neste ano também com esse objetivo: conversem, prestem atenção no parceiro/a de vocês, na pessoa que você escolheu para passar a vida ao lado. Você teve um motivo para isso.
Por fim, quero apenas destacar que Os Roses: Até Que a Morte Os Separe é uma excelente comédia dramática, que conta com bons momentos de reflexão e diálogos divertidíssimos. Uma produção que, com a mais absoluta certeza, é capaz de espantar o tédio.
Nota: 4/5