Há um clamor gigantesco, principalmente nos últimos anos, por inovações em filmes que têm como tema os serial killers. Devido a isso, vez ou outra nos deparamos com uma narrativa diferente para tentar conquistar os fãs. “Desconhecidos”, altamente aclamado no exterior e dirigido por JT Mollner, é mais uma dessas produções.
Não é possível falar nada sobre o filme, pois estragaria a experiência do espectador. Não se pode, nem mesmo, falar se tem plot twist ou não, pois isso acabaria também sendo um spoiler. O que é possível de dizer é que Desconhecidos é contado de forma não-linear, dividido em seis capítulos, para tornar a história mais interessante.

Pois, de fato, é uma história simples. Apesar disso, por mais que tenha me incomodado bastante no início, até eu ser envolvido pela trama, a não-linearidade é a grande protagonista do sucesso da obra. A escolha por narrar, assim, os fatos faz com que o espectador consiga se interessar pelo que está sendo mostrado na tela.
Isso não é um demérito para Willa Fitzgerald ou Kyle Gallner – os protagonistas humanos da obra -, que fizeram um bom trabalho. Mas é porque a escolha por contar a história de forma não-linear é realmente a grande estrela do filme. Exatamente isso que impede que eu conte a vocês qualquer detalhe sobre a produção, pois estragaria toda a experiência.

Não irei me alongar. Eu, Henrique, não gostei do filme. Achei o diretor prepotente, com jogos de câmera desinteressantes, cortes que de nada serviam e momentos que pareciam estar por ali só para deixar o filme um pouco mais longo (mal tem 100 minutos de duração). Ademais, há fotografia e trilha sonora que claramente só foram colocadas para agradar críticos e cinéfilos. Isso não me agrada nadinha.
Fiquei curioso, de início, por ser dos mesmos produtores de Noites Brutais (não gostei) e Entrevista com o Demônio (amei). Logo, estive com o coração dividido e atenção completamente na tela para saber o que os produtores de dois dos principais filmes de terror dos últimos anos aprontaram desta vez. Minha curiosidade, porém, não foi agradavelmente sanada, com um filme bem mediano – o que não me faz ignorar o bom trabalho feito pela equipe de Desconhecidos.
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Em resumo, Desconhecidos, como entretenimento, funciona uma vez apenas – e olhe lá. Já como um filme para ser analisados os seus aspectos técnicos, acaba sendo bastante melhor – mesmo com a prepotência de JT Mollner.
O filme estreia nos cinemas nesta quinta-feira, dia 03 de abril.
Nota: 3/5








