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CRÍTICA | Sem surpresa alguma, “Branca de Neve” é uma adaptação medíocre

Em mais um de seus live-actions, Disney desta vez revive a sua primeira princesa, Branca de Neve, que estreia amanhã, quinta-feira, dia 20 de março. O longa, dirigido por Mark Webb, não reinventa a roda e nem consegue surpreender em nada na trama.

Acredito que não se faz necessário falar muito sobre a história da Branca de Neve, principalmente por ter sido a filha primogênita do estúdio. Mas, assim como na trama original, o live action tenta ser fiel a suas raízes, com pequenas alterações que só atrapalham se a pessoa que assiste for muito centrada em que o filme deve ser o mesmo que o desenho.

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Apesar disso, não são essas pequenas mudanças que prejudicam o filme, mas sim as atuações sem graça, o CGI quase bizarro e a falta de carisma em absolutamente todo o elenco.

Rachel Zegler como Branca de Neve é quase que indigesto, fazendo parecer que eu estava comendo uma sopa de chuchu sem tempero. Em momentos em que ela poderia mostrar mais sentimentos, nos foi entregue apenas uma atuação mediana e sem nada a ser elogiado.

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Já que a Rachel Ziegler não entregou uma boa atuação, acabamos nos rendendo pela expectativa de algo vindo da Gal Gadot, o que é uma pena, visto que ela também não pareceu se esforçar dentro do seu papel, deixando assim a Rainha Má com uma postura ‘meia boca’, sem nem ao mesmo tentar ser minimamente assustadora ou qualquer outra coisa similar.

Quanto ao Andrew Burnap como príncipe encantado/par romântico da Branca de Neve, não há necessidade de se estender, visto que a atuação dele foi bem similar a de sua parceria, já que ele também poderia ser comparado a água da sopa de chuchu sem sal, que resume bem o que foi o casal.

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Mesmo diante de toda essa atuação medíocre do elenco, fico espantada que o CGI dos anões, que foi tão mal falado antes da estreia, tenha sido o que menos incomodou.

Aparentemente a tecnologia foi usada com cautela para os sete mineradores, mas nada grotesco foi entregue, tanto é que tive a sensação de que eles foram mais carismáticos do que todo o elenco em si.

Ainda bem, nem tudo é um horror em Branca de Neve, as músicas são agradáveis, mesmo que não tenham a magia da Disney que nos faz arrepiar ou até mesmo sentir vontade de rever algumas atitudes da nossa vida. Além disso, vale mencionar que as coreografias são bem bonitas de assistir, e, junto com o figurino belíssimo (principalmente da Rainha Má), são o que sustentam o olhar otimista desta crítica.

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