CRÍTICA | “Bridget Jones: Louca Pelo Garoto” é a melhor sequência feita pela franquia

Quase 10 anos após o lançamento do último filme, Renée Zellweger está de volta como Bridget Jones a partir do dia 13 de fevereiro nos cinemas! “Bridget Jones: Louca Pelo Garoto” se consagra como o filme mais maduro, dramático e intenso da franquia. Comovendo e gerando identificação, a personagem criada por Helen Fielding se encontra em uma trama de luto, recomeços e empoderamento feminino.

Em Bridget Jones: Louca pelo Garoto acompanhamos a vida de mãe solteira e viúva de Bridget (Renée Zellweger) depois que seu marido Mark (Colin Firth) faleceu. Quatro anos se passaram e Bridget se encontra nesse limbo entre o luto e a vontade de seguir em frente, cogitando em voltar a namorar, encorajada por seus amigos fiéis, sua ginecologista Dra. Rawlings (Emma Thompson) e até mesmo seu antigo amor, e agora amigo, Daniel Cleaver (Hugh Grant).

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Como os filmes anteriores, Bridget Jones: Louca pelo Garoto é carregado do humor característico da franquia, recheado de momentos constrangedores, porém relacionáveis, bem como inserido em pautas da época em que é lançado. Trazendo à luz da trama novos desafios da protagonista, que agora é uma mulher de mais de 50 anos, o longa comprova que é possível manter uma identidade, ao mesmo tempo em que se aprimora, moderniza e evolui os personagens com o passar dos anos.

O roteiro de Helen Fielding, autora dos livros, em colaboração com Abi Morgan explora o lado mais dramático da protagonista, sem pesar o tom da trama. É dramático sem se tornar apelativo, dá espaço para o espectador se emocionar e também rir, ganha um lugar no coração de quem acompanha a história desde dos anos 2000 e tem capacidade de conquistar novos espectadores.

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Apesar de sentirmos a ausência de Colin Firth como Mark Darcy na trama, o filme cede alguns momentos emocionantes com o ator, de modo que simboliza o que a protagonista e seus filhos aprendem ao longo do filme: o que é o luto, se não o amor que perdura?

O longa também não decepciona os fãs que acompanharam ao longo desses 24 anos o universo de Bridget Jones e traz de volta todo elenco principal, contando com o grupo de amigos fiéis da protagonista, sua ginecologista, sua mãe e…é claro, seu antigo amante, agora, amigo, Daniel Cleaver. Hugh Grant, como Zellweger, retorna para seu personagem como senão houvesse passado um dia sequer. Com o mesmo jeito galante, ordinário e cafajeste, o ator usa bem seu pouco tempo de tela para adicionar o humor necessário à trama.

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Ainda assim, vale ressaltar que Bridget Jones: Louca pelo Garoto não se apoia em nostalgia ou em momentos saudosistas. Sua trama traz um olhar renovado para a personagem, que enfrenta desafios mais realistas e condizentes com sua nova realidade. E um desses desafios vem com a aparição de Leo Woodall, que é essencial para o enfrentamento do luto para a protagonista. O primeiro interesse romântico de Bridget pós Mark vem para relembrá-la como é se sentir mulher novamente, retirá-la da sua zona de conforto e motivá-la a seguir em frente, sem esquecer do passado. Ainda que traga debates a respeito de diferença de idade, o roteiro consegue ser respeitoso e levanta questões deste nicho pertinentes e de modo maduro.

Contudo, quando Chiwetel Ejiofor surge em tela o espectador entende o que eles querem fazer: replicar o triângulo amoroso, entre Bridget, o galã carismático e o lorde frio. E é aqui que a história peca, nos momentos em que ela deseja repetir uma fórmula que foi bem sucedida anos atrás, juntamente com o pouco tempo de tela que Ejiofor usufrui. Isso prejudica sua conexão com a audiência e enfraquece os momentos finais da trama.

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Por fim, resta dizer que Bridget Jones: Louca pelo Garoto é uma das primeiras grandes surpresas de 2025, se tornando a melhor sequência de toda a franquia de Bridget, enquanto ensina a todos como é possível revitalizar uma saga de forma primorosa, sem perder sua essência.

O filme estreia no dia 13 de fevereiro nos cinemas de todo o Brasil.

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