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CRÍTICA | “Saideira” entrega menos do que o seu potencial guardava

Saideira, o novo filme nacional com direção de Pedro Arantes e Júlio Taubkin, nos dá a ideia de uma viagem entre irmãs que poderia ser profunda, tanto na relação delas quanto o lado histórico da trama. No entanto, o que poderia ir muito além do esperado se tornou, ao fim, simplesmente OK e sem muitas emoções.

No longa, temos as irmãs Penélope (Luciana Paes) e Joana Caldas (Thati Lopes), que se reencontram depois de alguns anos por conta da morte do avô. Penélope tem uma vida em São Paulo/SP, como uma respeitada cachaçóloga, enquanto Joana vive uma vida tranquila de artesã em Parati/RJ. Durante o velório do sr. Honório, interpretado por Tonico Pereira, Penelope não esconde que sua intenção ao voltar para Paraty é encontrar a melhor cachaça já feita: Saideira.

Durante a leitura do testamento, as irmãs são apresentadas a uma última caça ao tesouro, deixada por Honório, o que faz com que as duas tenham que viajar juntas para Minas Gerais, uma em busca da Saideira e outra em busca de respostas sobre sua avó.

Com Thati Lopes e Luciana Paes, "Saideira" está nos cinemas - Cinem(ação):  filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema

A trama nos tira algumas risadas pelas atuações de Luciana Paes e Thati Lopes, vivendo personagens que são completamente diferentes, sendo uma bem ‘zen’, que curte sua vida em cidade pequena com suas artes, enquanto a outra tem um perfil mais agitado e sério, focado muito no que a Saideira pode representar para sua vida profissional.

Uma característica que me manteve atenta ao filme o tempo todo foi a trilha sonora, na qual as músicas interioranas foram colocadas de sua maneira mais crua e, ainda assim, mais rica, como a viola. Ademais, as paisagens simplesmente despertam o desejo de viajar o Brasil, mais especificamente Minas Gerais, de carro e sem pressa, além de querer conhecer a Rota da Cachaça, como bem apresentada durante a história.

Saideira (2024) - IMDb

Enquanto os acertos foram a trilha e a fotografia, os erros foram as apresentações simples e sem graça de cada personagem, nas quais tudo fica por cima e nada é apresentado de maneira boa o suficiente para que justifique as ações de cada um presente por ali.

Acredito que a intenção de apresentar um lado mais “caipira” do Brasil tenha sido muito boa, mas a execução deixa a desejar, fazendo com que não seja um filme bom o suficiente para indicar uma ida ao cinema, mas não é ruim ao ponto de não valer a pena assistir em casa.

Saideira está em exibição nos cinemas de todo o Brasil.

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