Home / Equipe / Ludmilla / CRÍTICA | “Ghostbusters – Apocalipse de Gelo” peca pelo excesso

CRÍTICA | “Ghostbusters – Apocalipse de Gelo” peca pelo excesso

Mantendo vivo o legado dos caça fantasmas, Sony Pictures lança nesta quinta-feira (11) a sequência de seu soft reboot de 2021, “Ghostbusters – Apocalipse de Gelo“. Com uma ambientação conhecida pelos fãs do clássico, a nova produção peca pelo excesso e não consegue dosar o tem ideal de tela para seu grande e numeroso elenco.

Em “Ghostbusters: Apocalipse de Gelo“, a família Spengler retorna para onde tudo começou – a icônica estação de bombeiros em Nova York – para se unirem com os caça-fantasmas originais, que desenvolveram um laboratório ultra secreto de pesquisa para levar a caça aos fantasmas a outro nível. Mas quando a descoberta de um artefato antigo libera uma força do mal, os Ghostbusters originais e os novos precisam unir forças para proteger suas casas e salvar o mundo de uma segunda Era do Gelo.

Reunindo a maior parte do elenco do filme de 2021 e também personagens do clássico dos anos 80, “Ghostbusters: Apocalipse de Gelo” tem uma extensa lista de personagens para um filme tão curto. Os atores Finn Wolfhard (Trevor) e Mckenna Grace (Phoebe) retornam como netos do membro original Egon Spengler, assim como Carrie Coon e Paul Rudd dando vida a Callie Spengler e Gary Grooberson. Com 1 hora e 56 minutos de duração, o filme tem dificuldade de decidir os protagonistas da trama, quer apresentar diversas histórias paralelas, gasta tempo demais com dramas adolescentes e deixa de lado o mais importante: caçar fantasmas.

A trama de “Ghostbusters: Apocalipse de Gelo” foca de maneira excessiva no drama pessoal da personagem de Grace. Se no primeiro filme ela era uma menina estranha, nerd e isolada, aqui ela é uma adolescente revoltada, indignada e que toma decisões muito erradas. Bem, isso não seria um problema se todo lado fantasmagórico da obra não fosse jogado para escanteio.

O mais triste nisso é que a introdução do mal que está por vir e quando ele surge guardam um potencial gigantesco, levando o gênero do horror ao filme, priorizando a sensação apavorante do mistério guardado a sete chaves por séculos. Contudo, todo esse potencial é desperdiçado, já que a aparição do grande antagonista não apresenta uma ameaça significativa ao elenco e é solucionado de maneira apressada. Assim, todo propósito de vida dos protagonistas é a coisa mais anticlimática do filme.

New GHOSTBUSTERS: FROZEN EMPIRE Images Feature The Old and New Ghostbuster  Teams and Janine Finally Suits Up! — GeekTyrant

O retorno dos três caça fantasmas e da Annie Potts não garante uma opinião unânime positiva, pelo menos não com todos envolvidos. O mais prejudicado é Bill Murray, que aparentemente já está fazendo hora extra na franquia. Seu humor não funciona mais, sua importância é insignificante na história e o prazer de vê-lo em tela com o uniforme é inexistente. Ao menos Ernie Hudson e Dan Aykroyd mostram ser cada vez mais essenciais, mesmo não protagonizando a história de fato, mas trazendo dinâmicas que contribuem positivamente para o desenrolar do plot principal. E Potts, bem, fica no limbo entre a nostalgia e a mediocridade.

O humor brega, a despretensão com o roteiro ou a excentricidade da escolha dos fantasmas fazem parte da identidade de Ghostbusters há 4 décadas, por isso entendo que essas características quando são apresentadas neste filme não se tornam negativas. Não vai ser o humor repetitivo de Kumail Nanjiani ou o fanservice vazio do Geleia que vão me fazer desgostar da obra.

Ghostbusters: Apocalipse de Gelo” peca em esquecer sobre o que é a franquia. As engenhocas científicas, os fantasmas criativos, os dramas dos personagens fazendo parte do arco secundário enquanto o grande vilão se ergue na trama principal… isso tudo é esquecido nesse filme (ou pelo menos deixado em segundo plano). O que faz dele frustrante, já que visualmente está belíssimo, mas completamente esquecível.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *