CRÍTICA | “Uma Família Feliz” é um filme imperdível!

Digno de ser um dos maiores destaques entre os lançamentos nacionais deste ano, “Uma Família Feliz” chega aos cinemas nesta quinta-feira, 04 de abril, com Grazi Massafera e Reynaldo Gianecchini protagonizando o filme de José Eduardo Belmonte, roteirizado por Raphael Montes, autor da obra literária homônima que serve de inspiração ao longa.

Em “Uma Família Feliz” conhecemos Eva (Massafera), uma mãe que está prestes a dar luz ao seu terceiro filho. O que era para ser uma época feliz na vida da família é atormentada por uma série de acontecimentos peculiares que transformam Eva na principal suspeita desses casos.

Crítica | Uma Família Feliz (2023) - Plano Crítico

Ao longo dos 115 minutos a narrativa é construída envolta de um suspense gradativo, conduzindo o espectador a tramas que ao se desenrolar progridem para uma seguinte, provocando em quem assiste uma confusão pontual e proposital, engando a todo momento quem tenta prever o que irá acontecer a seguir.

Aos leitores de “Verity” e “A Empregada” , o suspense nacional traz uma certa familiaridade e coloca uma pulga atrás da orelha do espectador que mergulha em uma trama de segredos e aparências que enganam muito – de um jeito que me fez lembrar dos livros já citados, ainda assim, vale frisar que “Uma Família Feliz” surpreende de modo inimaginável em seu desenvolvimento, se destacando para além das histórias de Colleen Hoover e  Freida McFadden.

O maior destaque desta produção é, sem dúvida alguma, Grazi Massafera. A atriz oscila entre as sensações que a obra quer nos entregar, indo de uma mãe perfeita em uma família perfeita, a uma mulher conturbada e perturbada pela desconfiança e medo. Se transformando em uma verdadeira femme fatale, Massafera esbanja talento em todas as vertentes de sua personagem, entregando ao fim o puro desespero de quem não aguenta mais ser vítima de um julgamento enraizado pelo machismo.

Aos demais, como Reynaldo Gianecchini e Juliana Bim e Luiza Antunes que viveram as gêmeas Angela e Sara respectivamente, não há nada de negativo a se falar. Correspondem as expectativas e exigências de qualidade impostas pela performance de Massafera, enquanto se mantém no destaque merecido na produção.

Uma Família Feliz | Suspense | globofilmes

Ao se observar a parte técnica do longa, é inevitável notar a edição de som. Utilizando como uma ferramenta narrativa, o som é essencial para inserir o espectador na confusão intima da protagonista e criar um ambiente inóspito e desconfortável. A direção de José Eduardo Belmonte não levanta questionamentos quanto a sua eficácia quando observamos a história ganhar uma dimensão fantástica e se transformar numa obra imperdível.

A verdade é que “Uma Família Feliz” é um prato cheio para quem ama suspense cheio de plot twists, além de ser uma adição fenomenal ao cenário diverso do audiovisual brasileiro. A escolha de começar sua história pelo fim faz com que os fãs do gênero se empolguem e mantenham sua atenção voltada a obra sem desviar o olhar ao longo das quase 2 horas de duração. Definitivamente uma escolha excelente para ir ao cinema com quem compartilha o amor por suspenses.

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