Reunindo os maiores rivais do MonterVerse da Legendary Picures,chega aos cinemas nesta quinta-feira (28) “Godzilla e Kong: O Novo Império“, responsável por um aprimoramento visual considerável do universo compartilhado, rendendo mais cenas de combates e interações entre os monstros e deixando os humanos mais de lado.
Nesta aventura cinematográfica obersevamos o todo-poderoso Kong e o temível Godzilla lado a lado contra uma colossal ameaça desconhecida, escondida em nosso mundo, capaz de colocar em risco a própria existência deles – e a nossa.“Godzilla e Kong: O Novo Império” mergulha ainda mais fundo na história dos dois Titãs, em suas origens e nos mistérios da Ilha da Caveira, e desvenda a batalha mítica que ajudou a forjar esses seres extraordinários, ligando-os à humanidade e seu destino para sempre.

Com 1 hora e 55 minutos de duração, “Godzilla e Kong: O Novo Império” o longa da Warner Bros é o que mais se destaca na franquia quando observamos as cenas de luta e ação. Focando cada vez mais nos monstros, este filme utiliza a computação gráfica como seu maior e melhor aliado, aprimorando os efeitos visuais e entregando uma obra cinematográfica realmente bonita de se assistir. Para além da luta, o universo exibido através da Terra Oca ganha uma expansão considerável, diversa e cheia de surpresas.
Contudo, há de ressaltar que este filme não pode se bem recebido para os fãs aficionados dos personagens principais. Através da minha experiência, ao sair da cabine de imprensa com fãs de Godzilla e Kong, percebi que o filme pode ser recebido de maneiras distintas por quem acompanha toda mitologia dos personagens e quem assiste esporadicamente. Como alguém que não é fã do universo, não é fã de outras obras que envolvem os monstros, posso dizer que aos meus olhos o filme cumpriu seu papel de me divertir e corrigir algumas falhas narrativas que eu havia notado em produções anteriores.
Dito isso, há de ressaltar que, por mais que o filme tenha focado nos personagens feitos por computação gráfica e deixado o arco dos seres humanos em segundo plano, ele ainda se recusa a entregar o protagonismo dramático para os personagens principais. Negando o fato de que eles não precisam ser necessariamente sempre os salvadores do universo, ao fim, “Godzilla e Kong: O Novo Império” decepciona ao entregar a responsabilidade da conclusão da história de forma apressada e desesperada ao núcleo composto por Rebecca Hall, Brian Tyree Henry, Dan Stevens e Kaylee Hottle. O que era para ser uma crítica interessante a respeito dos povos originários e sua cultura, acaba caindo na mesmice hollywoodiana. Por isso, o duelo de monstros ainda permanece como a melhor coisa dessa franquia.
Kong é um protagonista fantástico, regado de carisma e motivações que nos fazem criar empatia e afeto por sua jornada, o gorila trilha um rumo surpreendente e dramático. Enfrentando adversidades para encontrar seu lar e seus semelhantes, seu arco é envolto de uma narrativa de abuso de poder e escravidão de um povo. Enquanto isso, Godzilla rende momentos de tirar o fôlego com duelos na terra e no mar, ao tempo em que está se preparando para a melhor versão de si mesmo (e é claro aquele alivio cômico certeiro).

“Godzilla e Kong: O Novo Império” é daqueles filmes que vai funcionar mais com quem não tem qualquer ligação sentimental ou afetiva com a história e o legado dos personagens. A diversão é garantida, e, por mais que a história seja genérica e sem o apelo afetivo que uma jornada emocionante precisa, ela consegue entreter e criar uma experiência cinematográfica digna de uma rinha de monstros.
Nota: 3/5