Unindo a fantasia de uma pseudociência com um thriller de ação, “Hypnotic – Ameaça Invisível” chega nos cinemas nesta quinta-feira (26) com Ben Affleck e Alice Braga estrelando a produção de Robert Rodriguez. Mesmo com plot twists e surpresas ao longo de sua narrativa, o longa não é capaz de convencer o espectador da sua “fantasia de ficção científica”.
No longa, o detetive Danny Rourke (Ben Affleck) se envolve na investigação de um caso complexo envolvendo uma série de roubos em larga escala. No decorrer da investigação, Rourke descobre que sua própria filha – que está desaparecida – pode estar conectada ao caso de alguma forma. E além da pressão para resolver os crimes, o detetive ainda precisa lidar com um misterioso programa do governo que, assim como sua filha, pode ter algo a ver com a conspiração. (*)

Com apenas 1 hora e 30 minutos de duração, “Hypnotic – Ameaça Invisível” constrói uma narrativa pouco convincente ao espectador. A ideia da imersão hipnótica que o filme aborda, com seres de superpoderes mentais capazes de controlar todos com apenas poucas palavras, chega aos olhos da audiência mais como algo cômico e brega do que algo inacreditavelmente fantástico. Isso tudo se dá graças a forma como é proposto em tela, não é o conteúdo em si que é o problema aqui, é a forma como foi feito.
Ben Affleck e Alice Braga formam uma boa dupla e garantem boa parte positiva da produção com sua dinâmica. Apesar disso, Affleck não se encontra em sua melhor forma, replica costumes de personagens antigos e parece se comportar como aquele aluno que só vai a aula para não ganhar uma falta. Já Alice Braga se vira com o que pode, mesmo inserida em contextos que causam um pouco de vergonha alheia, a atriz dá seu melhor em um papel ambíguo e surpreendente.

Um dos maiores pontos positivos (talvez o único) e uma das maiores surpresas é como “Hypnotic – Ameaça Invisível” consegue surpreender o público ao se desdobrar em dois filmes. Sua primeira metade é focada no mais clichê de ação que o cineasta Rodriguez pôde apresentar, com explosões, conflitos com armas de fogo, perseguições e tudo que nos faz lembrar um pouco da forma como Michael Bay dirige suas histórias. Logo em seguida, o filme dá uma guinada inesperada que faz o público arfar de surpresa e se pegar preso na história por alguns minutos, nesse momento a produção brilha de forma inusitada mas não se mantém assim até os minutos finais.
A verdade é que “Hypnotic – Ameaça Invisível” é mais um filme medíocre em cartaz. Não consegue ser excepcional em nada que se propõe, mas também não é completamente terrível… só não é memorável. O filme não consegue achar a abordagem certa para o seu assunto principal, mas – ao menos – conta com alguns atores que criam momentos mais divertidos de ser assistido.
Nota: 2/5