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CRÍTICA | “65 – Ameaça Pré-Histórica” foi definitivamente um desperdício de investimento e tempo

Se Jurassic ParkAlien se fundissem nasceria “65 – Ameaça Pré-Histórica“, novo filme sci fi com dinossauros estrelado por Adam Driver. Lançado em março deste ano, a obra passou despercebida pelos espectadores – seja pela falta de marketing ou de um enredo atrativo, ou até mesmo a competição com Pânico 6. E felizes são aqueles que passaram longe deste longa, porque não perderam 1 hora e 33 minutos de sua vida assistindo uma obra que não sabia nem ao menos o que apresentar ao público.

Dos mesmos roteiristas de “Um Lugar Silencioso“, agora atuando também como uma dupla de diretores, o longa conta a história do piloto Mills (Driver) que é obrigado a fazer um pouso de emergência em um planeta alienígena. Com toda tripulação morta, resta a Mills levar a única sobrevivente em segurança para casa, a garotinha Koa (Ariana Greenblatt) – que não fala nada de seu idioma. 

O grande plot desse filme é revelado no título, o que faz ele perder um pouco o brilho porque o elemento surpresa já está findado. O piloto futurista descobre logo no início que não viajou para um planeta estranho, e, sim, que viajou no tempo e está em uma terra pré-histórica há 65 milhões de anos (muito parecido com que vimos em Gemini – O Planeta Sombrio). Com direito a dinossauros e meteoros. 

65 - Ameaça Pré-Histórica: Adam Driver comenta diálogos

O maior vilão deste filme não são os tiranossauros rex e sim o roteiro. O filme não sabe explicar absolutamente nada do que se propõe exibir em tela. Não consegue construir uma história que envolva a audiência ou que nos faça se importar com a dupla de sobreviventes. Os roteiristas pressupõem que já sabemos de tudo e nos entregam uma história pela metade, como se estivéssemos assistindo o episódio final de uma série que teve 16 episódios anteriormente exibidos. 

Adam Driver é uma das poucas coisas boas de “65 – Ameaça Pré-Histórica“, acompanhado dos efeitos visuais da produção. O ator consegue ditar o rumo da narrativa e lida muito bem dentro das limitações criativas que a trama lhe oferece. Oferece um bom drama e é versátil nas cenas de ação. Mas é exaustivo atuar sozinho, quando a dinâmica com sua parceira de tela é rasa feita uma piscina infantil. 

O filme utiliza de um artifício muito querido nos últimos anos, do pai levando uma “carga” que acaba por ganhar um apreço emocional no fim da sua jornada (como vemos em Logan ou em The Last of Us, por exemplo). Porém, mesmo uma fórmula certeira não foi capaz de salvar o filme que estava fadado ao fracasso por tentar copiar fragmentos de outros filmes e não conseguir construir uma identidade própria.

Por que 65 – Ameaça Pré-Histórica é importante demais para flopar

O filme bebe de referências claras a AlienJurassic Park e até mesmo de Um Lugar Silencioso. Quando contemplamos a obra como um todo parece uma colcha de retalhos. Já que utiliza dos mesmos moldes para criar cenas intensas com dinossauros, enquanto é futurista em relação a sua ameaça e utiliza-se pouco de diálogos pela limitação do idioma, apostando em atuações mais performáticas/corporais. E mesmo assim, inacreditavelmente, não funciona! ´Se torna uma obra monótona, previsível, entediante e decepcionante.

Os aspectos técnicos são um respiro para quem assiste e se agarra em qualquer fagulha de algo minimamente decente. A computação gráfica é excelente e o trabalho feito com os dinossauros são um grande ponto positivo (seriam ótimos se não tivessem aparecido majoritariamente no escuro). 

65 – Ameaça Pré-Histórica” é um filme que poderia ter sido MUITO melhor se houvesse uma conversa séria na etapa de revisão do roteiro. Não há charme algum, muito menos atrativo, para torná-lo em um filme capaz de conquistar a atenção dos fãs de dinossauros e os fãs de sci fi. Ele aposta em unir muitas tribos e não consegue nem ao menos definir o que ele quer nos apresentar, qual seu propósito, o porquê deveríamos estar assistindo isso. 

Nota: 1/5

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