CRÍTICA | “Desaparecida” constrói um suspense imersivo e intenso de forma excepcional

Após o sucesso de 2018 estrelado por John Cho, “Buscando” ganhou uma irmã com a mesma modelagem. “Desaparecida” vem para destrinchar uma história inteiramente contada através de uma tela de um notebook. Como o de 2018, o novo longa carrega um mistério envolvente, repleto de tensão e com reviravoltas de surpreender qualquer audiência.

Mantendo quase a mesma dinâmica da produção por de trás das câmeras, dessa vez trazendo a diretora Aneesh Chaganty como roteirista, “Desaparecida” conta uma história de mistério sobre uma jovem que tenta descobrir o que aconteceu com sua mãe após viajar de férias para a Colômbia. Estrelado por Storm ReidNia Long e Ken Leung, o filme consegue desenvolver em suas 1hr50min de duração uma história capaz de manter a atenção do espectador a – literalmente – todo instante.

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Ainda que o método tenha sido reciclado de outro filme (mencionado no começo do filme – e desse meu texto), “Desaparecida” passa longe de ser um filme previsível. A trama induz a protagonista June (Reid) a tomar atitudes que condizem com a expertise da sua geração, criando caminhos mais críveis e muito inteligentes. Ao tempo que, novos segredos são descobertos, suspeitos são colocados em evidência e a narrativa se torna cada vez mais sufocante, sem previsão algum do que acontecerá a seguir.

Storm Reid praticamente atua sozinha durante o filme, e é necessário deixar algo bem claro: ela sabe conduzir a história com maestria! Com carisma inigualável, a personalidade de uma adolescente não faz com que ela se torne alguém detestável ou difícil de ser assistida. Suas atitudes condizem com a proposta de sua personagem e seu desenrolar causa emoção em uma caçada vibrante pela verdade.

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O filme ganha uma dose extra de êxtase quando brinca com narrativas fictícias de true crime ao fazer um comparativo com a ‘vida real’, deixando a trama mais próxima do espectador. 

Todos seus plot twists e novas descobertas são conduzidas de um modo bastante natural e nada que force a audiência um sentimento de desespero por atenção. A perspectiva da protagonista, que é envesada, traz essa dinâmica com mais clareza. Seus pré julgamentos e preconceitos fazem com que a narrativa se encaminhe para um rumo que ao fim nos surpreende com uma reviravolta emocionante.

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O longa usa da sua reviravolta final além do mero choque. O roteiro de Chaganty consegue promover um debate acerca de violência doméstica, em conjunto com o poder da lealdade familiar. Tudo é apresentado de forma cautelosa – ao tempo que é algo brutal e chocante.

Desaparecida” é um filme intrigante, instigante e surpreendente. Com ótimas atuações e um roteiro envolvente, o longa é uma ótima pedida para quem gosta de mistérios imersivos com plot twists inesperados.

O filme foi lançado em 02 de março nos cinemas brasileiros e ainda está em cartaz em algumas cidades.

Nota: 4/5

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