Após alguns anos afastada das produções cinematográficas, Lindsay Lohan retornou a indústria da sétima arte abrindo a temporada de filmes natalinos na Netflix com “Uma Quedinha de Natal“, ao lado de sua co-estrela Chord Overstreet.
O filme dirigido por Janeen Damian conta a história de Sierra Belmont (Lohan), uma garota mimada e herdeira de uma rede de hotéis espalhados pelo mundo, que somente tem interesse em compras e viagens. Em uma saída com seu namorado, ela é surpreendida quando Tad (George Young) a pede em casamento. O choque é grande, e faz com que ela acabe sofrendo um acidente e perde a memória no processo – além de se separar do namorado enquanto caía. Ela é então resgatada por Jake Russell (Overstreet), um dono de hotel que mais cedo havia tentado fechar um negócio com seu pai. Sierra, assumindo o nome de Sarah.

“Uma Quedinha de Natal” é um filme que se aproveita de inúmeros clichês de romcoms, principalmente as natalinas, como já dito na sinopse, a própria amnésia é um grande exemplo disso. Durante suas 1h33min de duração, o longa tenta desenvolver a jornada de redenção de uma personagem alá Regina George. Quanto a isso, podemos dizer que o filme foi bem-sucedido, Lindsay prova que ainda é a queridinha com todo seu carisma e desenvoltura. No entanto, não é uma comédia romântica natalina sem romance, certo? Infelizmente, nesse quesito o filme deixa a desejar.
Em certos momentos a performance de Overstreet causa desconforto visual, pelo fato de que não parece que o ator está à vontade dentro do papel que lhe foi oferecido. As cenas pós créditos, que mostram os “erros de gravação”, demonstram mais carisma do ator do que durante todo o filme. Esse é um dos fatores pelo qual o romance não funciona, o ator não consegue convencer o público nem a si mesmo de que tem química com Lohan.

Quanto o roteiro em si, não podemos esperar muito dele. “Uma Quedinha de Natal” segue a mesma fórmula de outros filmes natalinos produzidos pela Netflix nos últimos anos, como O Principe do Natal, Um Match Surpresa, A Princesa e a Plebeia etc. Logo, não espere altas reflexões e uma história extremamente profunda. O filme passa longe disso! Ele prefere construir em um terreno familiar uma narrativa que tem o propósito apenas de divertir e resgatar a magia do Natal que fica adormecida durante, pelo menos, 11 meses do ano.
“Uma Quedinha de Natal” não é um filme que será considerado um clássico natalino daqui alguns anos, porém ele é um bom passatempo para adicionar na sua maratona de dezembro enquanto faz a contagem regressiva para o tão esperado dia 25. Lindsay Lohan entrega carisma e um aconchego familiar e acaba compensando as performances engessadas do restante do elenco. Apesar disso, fica um gostinho amargo de que a história poderia ser muito melhor se o elenco fosse melhor aproveitado dentro da proposta apresentada. E é por isso que Meninas Malvadas continua sendo o melhor filme natalino da atriz.
Nota: 2,9/5