Um slasher com idosos vingativos nunca é demais né? Triste é quando a ideia é mal executada e tudo que nos causa é repulsa pela história que acaba sendo apelativa. O que é o caso do novo filme alemão da Netflix, dirigido por Andy Fetscher, “Lar dos Esquecidos“.
O terror conta a história de Ella, que retorna a sua cidade natal com seus dois filhos para o casamento de sua irmã. No entanto, o que era para ser um dia de comemoração no vilarejo, acaba se tornando um banho de sangue. Um grupo de idosos de uma casa de repouso é liderado por um gigantesco aposentado com intuito de atacar não só os cuidadores com uma brutalidade insuportável como também quem eles verem pela frente.

A ideia do filme não é ruim, não mesmo. Sua proposta gera em torno do abandono de idosos, do etarismo e dos maus tratos que pessoas de terceira idade são submetidas quando esquecidas pela família em locais precários. A crítica social tá ali, mesmo que o filme tente emplacar uma lenda urbana. No entanto, ela é extremamente mal executada.
“Lar dos Esquecidos” escolhe chocar, então cria cenas gore e extremamente intensas. Não sabe definir suas prioridades, então deixa a construção da história de lado e foca em jump scares inúteis e em causar desconforto ao humilhar os idosos em situações degradantes.
Além de toda superficialidade ao criar esse apocalipse zumbi de idosos, o filme carrega consigo inúmeros furos. Ele apresenta conflitos entre o elenco principal, mas não tem capacidade de resolver nenhum. Na verdade, ele nem gera o confronto diante das situações controvérsias, ele só expõe um fato e deixa pra lá.

Talvez a única qualidade de “Lar dos Esquecidos” seja sua fotografia, locação e o modo como o diretor escolheu realizar alguns takes visualmente aterrorizantes e bonitos. Porque de resto ele fracassa em absolutamente tudo! Não há atuação minimamente decente, porém é condizente com a história, que também não é minimamente boa.
“Lar dos Esquecidos” não dá medo como promete no começo, ele choca. Apenas. Ele não gera um entretenimento bom porque simplesmente não nos importamos com absolutamente nenhum personagem, nem tememos os vilões. Não há sentido na construção de sua narrativa e seu monólogo final é somente a cereja no topo desse bolo que vai te causar azia.
Nota: 1/5








