O mundo das adaptações de livros está a todo vapor! Depois do desastre Amor e Gelato, foi a vez da autora Jennifer E. Smith ver seu bestseller “Olá, Adeus e Tudo Mais” ganhar uma adaptação pela Netflix, lançada nesta quarta (06).
Protagonizada por Talia Ryder e Jordan Fisher o filme conta a história de um casal de adolescentes, cujo romance tem prazo de validade. Eles tem apenas 1 ano para ficar juntos, já que no final do ano letivo ambos irão se separar para seguir seus rumos para a faculdade. Mas o foco da história não é o nascer do romance, e sim sua despedida. Durante as 1h 27min de duração, o filme irá mostrar o “épico” último encontro, repassando algumas “primeiras vezes” que foram importantes para o casal.

Antes de discorrer sobre a produção em si, vale ressaltar que o filme consegue transparecer mais os dramas pessoais dos personagens do que seu vinculo entre si. É possível enxergar com clareza o efeito de traumas e cobranças dos pais em seus filhos, e ver na prática como isso afeta suas relações e decisões. Acredito que esse é um tópico pelo qual o filme se torna bem sucedido em gerar mais identificação com a audiência, o que não acontece com o romance principal.
O grande problema da história em si é que para ela funcionar é necessário gerar uma conexão com o público, provocar empatia, compaixão e carinho. Só assim a dor da despedida se fará presente. Infelizmente o filme não consegue promover tal sensação.
O que acaba acontecendo em “Olá, Adeus e Tudo Mais” é a sensação de que estamos vendo o episódio final de uma série que perdemos todos os episódios anteriores. Esse sentimento de que algo está faltando para a história causar uma comoção maior transforma o longa em uma narrativa monótona e chata.

Apesar de conseguir criar cenas que irão agradar aos amantes de romances, o filme não se sustenta com isso. As cenas não ajudam a consolidar a paixão compartilhada pelos jovens, muito menos conseguem nos fazer acreditar em suas motivações quando resolvem conversar e resolver tudo em um passe de mágica.
Confesso que pensei, antes de começar a ver o filme, que teria vontade de ler o livro após assisti-lo. Pela simples curiosidade de consumir a história dos jovens de forma mais detalhada, que me faça acreditar que a despedida pode ser dolorosa. No entanto, tudo que “Olá, Adeus e Tudo Mais” plantou em mim foi a sensação azeda de uma história que não conseguiu decolar.
Se você me perguntasse se eu indicaria “Olá, Adeus e Tudo Mais” para alguém, eu imediatamente listaria 10 romances que conseguem ser dentro de sua mediocridade ainda melhor que este. Infelizmente, toda tentativa de emocionar o público com a despedida e a transição de adolescentes para adulto é frustrada pela má execução da história.
Nota: 2,2/5








