Após um deslize com um quarto episódio decepcionante, Obi-Wan Kenobi consegue reconquistar o fã de Star Wars com um fanservice bem servido através de flashbacks entre Anakin e Obi-Wan.
Construindo uma narrativa paralela a estes flashbacks, o episódio inteiro nos faz também realizar um paralelo, mas desta vez entre Anakin e Darth Vader. Sim, eu sei, são as mesmas pessoas, mas presta atenção...Obi-Wan consegue cada vez mais retomar seu papel como mestre Jedi quando, ainda que mais fraco, consegue ler seu eterno padawan da forma mas previsível que ele ainda poderia ser. E é nesse momento, quando você realiza que as duas narrativas em paralelo se conversam, que o episódio fica mais brilhante do que a superficialidade pode mostrar.

Mesmo com sua previsibilidade, o vilão continua nos mostrando – gradativamente – a dimensão de seu poder. Desta vez nos presenteando com uma luta que reafirmou que meros combates são irrelevantes para o tanto que seu potencial ofensivo evoluiu. Bem como uma cena em que ele simplesmente impede uma nave de alçar voo apenas com a força. UMA NAVE ESPACIAL. Obi-Wan Kenobi ganha pontos extras por nos dar algo que Star Wars nunca deu, uma dimensão real e visível de como era viver em um mundo onde a ameaça do Darth Vader é real. Quão forte ele era, quão temido e quão temperamental.
O episódio também foi responsável por dar um destaque a Reva. Após acontecimentos que deixaram os fãs divididos, não há como negar que o plot twist ao redor da personagem foi realmente interessante – mesmo que seu ataque tenha sido apenas algo burro e impulsivo.

Agora, Obi-Wan Kenobi se encaminha para o episódio final com um gostinho amargo de “era só isso?”, quando percebemos quantas oportunidades de explorar outros núcleos da história ele desperdiçou. Ainda assim a série mantém uma proposta que entretém, garantindo cenas intensas e um desenvolvimento de Obi-Wan realmente interessante de ser assistindo.
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