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CRÍTICA | O Cavaleiro da Lua entrega o seu melhor episódio até aqui

Se o primeiro e o segundo episódios tinham um tom que destoava do proposto pela série, esse terceiro episódio chega em um ponto agradável, sem abandonar a comédia e deixando o clima mais tenso.

Apesar de ter uma estreia com bastante audiência, a série do Cavaleiro da Lua está sendo uma das séries da Marvel menos comentadas nas redes sociais, não se sabe se é pela instabilidade da série ou se é pela baixa popularidade do personagem. No episódio dessa semana, o seu terceiro de seis, a série mergulhou de vez no mundo místico, entrando de cabeça no universo dos deuses egípcios. Aqui entendemos o sentimento de irmão rejeitado de Khonsu e porque ele faz as coisas através de meios questionáveis.

Por mais que pareça que a trama não anda tanto neste episódio, ele serve para um grande desenvolvimento de personagens. Além de Khonsu, também entendemos melhor de onde vem e quem é a Layla, personagem introduzida no episódio anterior. Logo a cena de abertura do episódio nos entrega um diálogo que fala muito sobre o passado da personagem e durante os 45 minutos vamos entendendo mais quem é Layla e Marc como casal (inclusive essa dinâmica entre os dois personagens funcionou perfeitamente). Falando em Marc, o episódio também explora mais a relação conturbada (e até de ódio) que ele tem com o deus da lua, deixando aí a curiosidade do que vai ser do personagem com os acontecimentos que sucederam com Khonsu.

Este episódio teve três pontos de destaque: mais uma vez a atuação de Oscar Isaac, que consegue diferenciar muito bem as personas de Marc Spector e Steven Grant, mudando até a sua voz a depender de qual persona está no comando do personagem; a fotografia que ficou visualmente linda na cidade de Cairo, apesar de não explorar o suficiente a nuances que a cidade poderia lhe oferecer; e as cenas de ação, que foram muito bem coreografadas e não tiveram planos que mal conseguimos ver a luta, como nos episódios anteriores.

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