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CRÍTICA | “Yaksha: Operação Implacável” marca a Coreia do Sul no mapa dos melhores blockbusters de ação

Com direito a lutas muitíssimo bem coreografadas, espiões, explosões e mais explosões Yaksha: Operação Implacável estreou na última sexta (8) na Netflix trazendo uma história digna de um grande blockbuster de ação, rendendo cenas de tirar o fôlego e uma trama cheia de surpresas.

Contando com a direção e roteiro de Na Hyun, o filme bebe de imensos clichês do gênero e ainda assim não perde sua originalidade. Consegue manter uma identidade visual, com uma ambientação que usa e abusa das cores e do lugar onde está situado, aderindo a história em andamento, e, bem como, uma narrativa envolvente, cheia de plots e com um final que a consagra como uma franquia em potencial.

A cena inicial evidencia isso, bem dirigida e com uma ótima fotografia, Yaksha: Operação Implacável nos prepara para o que está por vir. Violento, sangrento (ainda que censurado) e sem piedade, um filme cuja missão é caçar espiões e evitar uma guerra internacional.

A ação se desenrola quando um homem impiedoso conhecido como Yaksha, que realiza seus objetivos por bem ou por mal, cruza o caminho de um promotor que segue todas as regras, em uma missão de inspeção especial em Shenyang, uma cidade na China famosa por espionagem.

A trama, pelo menos até a metade do filme, é um pouco confusa de se entender. Há muita política e conflitos entre os países da Ásia oriental, então se você não tem familiaridade com alguns conflitos diplomáticos é possível que você se sinta perdido na motivação dos personagens. No entanto, ao fim consegui ver isso com bons olhos, já que o fato da trama não ser completamente visível em suas intenções deixa os desdobramentos de sua história mais atraentes e surpreendentes.

O elenco, escolhido a dedo, forma uma equipe (nada original mas ótima em tela) que conduz a história em uma ação desenfreada, rendendo momentos de tirar o fôlego. Sul Kyung-gu, Park Hae-Soo (Round 6), Park JinYoung, Lee El e Song Jae-Rim compartilham de uma química que funciona e muito em tela, apesar de compor algo que já vimos anteriormente, não diverge da proposta do filme. A equipe mescla em momentos tensos de ação com uma pitada de humor pontual, em determinados momentos para aliviar a trama pesada.

Destaque vai para Kyung-gu e Hae-Soo que desenvolvem uma relação entre “mocinho” e um homem calejado pela guerra. Apesar do personagem de Hae-Soo ter algumas atitudes “inocentes” (diante a atual situação deles), o filme consegue desenvolve-lo de forma com que tenhamos algum apreço pelo seu senso de justiça imaculado, como se ele fosse um símbolo de esperança dentro de um meio corrupto. Ao fim, a sensação que instaura é que um conseguiu agregar um pouco de si ao outro, o que é uma ótima conclusão para seus personagens.

Foto de Yaksha: Operação Implacável - Foto 26 - AdoroCinema

Apesar do filme ser bem conduzido em suas 2h 05min de duração, na reta final o longa soa arrastado. Ainda que tente investir em algumas reviravoltas e surpresas (que foram bem previsíveis – mas me deixaram feliz), a trama se estendeu além da conta. O filme poderia ser menor, há algumas cenas de ligação descartáveis que parecem estar somente “enchendo linguiça” e isso faz com que divaguemos durante a exibição do filme.

Yaksha: Operação Implacável é uma pedida perfeita para quem ama filmes de ação com muita explosão e teorias da conspiração com espiões e plot twists. Com um elenco digno de desempenhar uma ótima performance, o filme brilha principalmente nas cenas em que é exigido mais de seus pensamentos estratégicos. Energético e intenso, o longa surpreende e promete mais tramas conspiratórias ao fim. 

Veja as cenas pós créditos!

Nota: 4,2/5

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