Home / Séries / CRÍTICA | Quarto episódio intenso traz questionamentos enquanto lida com grandes revelações

CRÍTICA | Quarto episódio intenso traz questionamentos enquanto lida com grandes revelações

Embora o terceiro episódio da série tenha se permitido focar mais no desenvolvimento dos personagens e na interação entre Loki e Sylvie (Tom Hiddleston Sophia Di Martino), a possibilidade de uma mid-season lenta em uma série que estava estabelecendo seu ritmo tenha trazido frustração para telespectadores que buscavam logo novas revelações. Pois bem, o quarto episódio, exibido na plataforma de streaming Disney+  na última quarta-feira (30), trouxe tudo isso e um pouco mais. 

O quarto episódio de Loki, intitulado “O evento Nexus“, começa com um flashback mostrando Sylvie enquanto ainda era criança, sendo retirada de Asgard pela agente da AVT Ravonna Renslayer (Gugu Mbatha-Raw) por aparentemente ter burlado a linha do tempo sagrada.  Embora tenha sido levada para a sede da AVT ela consegue fugir logo em seguida. Quando corta para os dias atuais vemos Mobius (Owen Wilson) conseguindo encontrar as duas variantes asgardianas no apocalipse Lamentis. 

Crítica Loki │ Episódio 4 é o início da revolução temporal que a gente  esperava - Canaltech

Levados de volta a sede da AVT eles são interrogados e a inquietude de Loki sobre sua recém descoberta, que todos os agentes da AVT são variantes que tiveram sua memória apagada, logo começa a criar ramificações entre os funcionários da organização. Principalmente Mobius e B-15 (Wunmi Mosaku) que aparentam ser os mais afetados pela ideia de vida pré AVT.

Enquanto assistimos agentes, que até então acreditavam fielmente na ideia de serem criados para proteger a linha do tempo sagrada, se perderem dentro de si mesmos buscando entender o que é real ou não, também assistimos Loki entender e se questionar sobre a possibilidade de um sentimento afetivo por uma versão de si mesmo. 

Recapitulação Do Episódio 4 De 'Loki': Redefinindo O Amor Próprio |  UnicórnioHater

A maneira que a série aborda a construção de um afeto por uma versão de si é até filosófica, porque nada mais Loki que se apaixonar por si mesmo. A maneira que o ego e o afeto brigam por atenção dentro do personagem nos dá de presente uma versão menor de sua redenção. 

Mesmo lidando com todas essas questões, o quarto e antepenúltimo episódio consegue entregar toda a ação e revelação que faltaram no terceiro episódio. e que pode ter deixado telespectadores irritados ao focar apenas no desenvolvimento das variantes, como a charada dos Guardiões do Tempo, que aqui descobrimos que são na verdade androides controlados por alguém e a ideia de que quando “apagadas” as variantes não são necessariamente mortas  e sim levadas para um outro local. Como descobrimos na cena pós créditos do episódio

Loki episode 4 review: the chaos of time difference authority -  Advertisement Shout

Fica a missão para os últimos dois episódios de desenrolar todas as questões levantadas até aqui e preparar o telespectador para um encerramento de temporada que pode consagrar a série como a melhor e mais corajosa da fase 4 da Marvel.

A série está disponível do Disney+ e tem novos episódios toda quarta-feira. Na Tribernna você encontra textos especiais toda sexta.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *