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CRÍTICA | Miley Cyrus assume sua identidade roqueira anos 80 com a obra magnífica ‘Plastic Hearts’

A Miley voltou e mais roqueira do que nunca! Depois de lançar seu single pop disco, Midnight Sky, em agosto desse ano, Cyrus lançou finalmente um álbum completo repleto de faixas que enaltecem o melhor que a cantora tem a oferecer.

O álbum conta com participações de cantores bem conceituados como Billy Idol, Joan Jett e Stevie Nicks e a cantora popular Dua Lipa. Miley conseguiu se adaptar ao estilo único de cada convidado sem perder sua originalidade. Na faixa “Prisioner” com Dua Lipa, a cantora exala um pop contagiante e dançante, já em “Night Crawling”, faixa com Billy Idol, o pop rock é ditado por uma batida que te leva direto aos anos 80, em “Bad Karma“, o rock se faz presente com Joan Jett, um rock sensual e cheio de riffs de guitarra, por fim em “Edge of Midnight“, a faixa remix do seu singleMidnight Sky“, Cyrus traz uma pegada rock country com Stevie Nicks ao seu single que antes era totalmente disco.

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A jornada musical que o álbum nos proporciona se inicia com uma faixa que dita o ritmo da obra por completo. “WTF Do I Know” é divertida, seu ritmo e vocal chega remeter a essência da Miley de anos atrás, sim a Miley de 2008 que cantava “Fly on The Wall”. Ainda que a letra seja mais madura e um tanto “rebelde” (no melhor sentido revolucionário da palavra) que seu single de 12 anos atrás, a essência permanece a mesma. 

Em faixas como Heart of Glass Midnight Sky, Miley consegue captar os anos 80 em um olhar mais moderno e jovial, mas ainda assim com o toque do rock dos anos 80. Já em faixas como Gimme What I Want Plastic HeartsCyrus faz do rock o seu pop e brinca com baixos e guitarras, em um ritmo envolvente e viciante.

Após passar por músicas que fazem você querer dançar a noite toda ao som do melhor que os anos 80 poderia oferecer, no rock e no pop, a cantora dá aquilo que ela sempre fez de melhor: baladas românticas (tristes). Em pelo menos 5 músicas, Miley faz você se emocionar com letras íntimas, emotivas e a habilidade de contar uma história do jeito que só ela consegue fazer. É capaz de você derramar algumas lágrimas, caso se identifique. 

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Miley se transformou ao entregar esse álbum, por inteiro, tanto visualmente como musicalmente. Em seu último trabalho, o EP ‘She is Coming‘, a cantora já havia mostrado a maturidade pelo qual havia transformado sua música. Em um outro patamar, levando sua arte a um nível completamente diferente de que já havia feito, nesse álbum ela só confirmou tal feito, fiel aos seus ideais e se posicionando em temas considerados polêmicos. Uma Miley mais independente, sem máscaras, a cantora consegue explorar cenários da música totalmente diferentes sem sair do seu verdadeiro “eu”. A sua assinatura permanece a mesma, mas a sua coragem em explorar diferentes facetas é admirável, como o seu talento em entregá-los com a melhor qualidade.

Em “Plastic Hearts“, o álbum, Miley Cyrus traz com toda força os anos 80 em sua melhor forma. A cantora oscila em faixas disco e rock que exploram seu potencial vocal em todas suas vertentes, seja em agudos ou em tons que seu grave se destaca. O que não se pode negar é que em exatamente todas as faixas Cyrus comprova que é uma das cantoras mais competentes de sua geração, seja em sua extensão vocal ou em sua capacidade de ser uma camaleão sempre fiel a sua essência.

Com 15 faixas ao todo, Miley Cyrus impacta, surpreende, se destaca e marca o mundo da música e principalmente o coração de seus admiradores. Mais uma vez, a cantora prova que é boa em absolutamente tudo que propuser a fazer.

Nota: 5/5

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