O mais novo filme espanhol original da Netflix chegou neste mês no catálogo chamando bastante atenção com a sua proposta. O filme conta a história de Javier Muñoz (Javier Gutiérrez), um executivo que fica desempregado e é forçado a sair de seu apartamento de luxo. Agora, com sua vida que está de pernas pro ar, o empresário encontra um novo propósito: a obsessão pela nova família que reside em seu antigo lar.
Dirigido pela dupla David Pastor e Alex Pastor, “A Casa” não traz o suspense nem a motivação de filmes espanhóis similares. Com um enredo raso e um tanto preguiçoso, o longa é basicamente sobre uma obsessão aleatória de um homem problemático que não sabe qual é o seu próximo passo.
No filme, o protagonista não tem um plano mirabolante, ele vai fazendo as coisas conforme a história evolui, na maioria das vezes de forma bem aleatória. É preciso dar o mérito nas vezes que ele planejava e ligava os fatos que já havia descoberto para ter um acerto mais pra frente, no entanto, nem isso consegue salvar o filme de ser um fiasco.

Toda proposta de criar um sentimento de insatisfação, visto que o protagonista não consegue mais arranjar emprego, é fraco e fútil demais, não sustenta nem cativa o espectador que assiste ansiando por algo a mais a todo momento. Sua vida, por mais que tenha mudado de status, ainda pode ser boa, mas a frustração por não ter mais o status de antes o faz ser cego e mesquinho. O longa é basicamente sobre um ex-rico tentando ter rico novamente a qualquer custo.
Comparando com outros filmes que lidam com obsessão, este não chega nem aos pés. Não consegue criar um protagonista marcante, nem ao menos coadjuvantes que tentem salvar a história do poço de tédio.
Não há um propósito, não há um caminho a ser trilhado. O filme é jogado, como se os diretores e roteiristas tivessem feito às pressas. Infelizmente, este não é um filme que merece ser assistindo nem quando você está com insônia e precisa de algo que o faça dormir, porque a frustração irá deixá-lo acordado.