Fim de ano chegou e com ele novos filmes natalinos estreiam para contagiar os espectadores com o espírito natalino.
Netflix, continuou, na verdade aumentou, com sua tradição de filmes de fim de ano com essa temática. Alguns bons, outros nem tanto assim. Vanessa Hudgens retorna para o serviço de streaming com o seu segundo filme natalino, tentando emplacar o mesmo sucesso (e qualidade) do seu longa natalino do ano passado, A Princesa e a Plebeia, um clichê que deu muito certo. No entanto, o raio não caiu duas vezes no mesmo lugar.
Um Passado de Presente aborda a história de Brooke (Vanessa Hudgens), uma professora desacreditada no amor que tem sua perspectiva mudada quando o cavaleiro medieval Sir Cole (Josh Whitehouse) entra na sua vida, após uma viagem no tempo. Sabemos que toda temática realeza e plebeia é um tanto quanto clichê em contos natalinos, e o longa tenta fugir disso, mesmo trazendo o velho e bom costume inglês com o galã. No entanto, a tentativa de ser original e misturar viagem no tempo com o romantismo e cavalheirismo de um cavaleiro medieval se tornou uma catástrofe.
O filme parece ter sido feito apenas para enaltecer o protagonista e mostrar como ele é heroico e um partidão. Apesar de não conhecer os costumes do século XXI, não demora muito para se acostumar e se adequar às tecnologias. Isso não chega nem ser o maior dos defeitos. Brooke não demonstra ser tão amargurada quanto o filme tenta propor, além de seus discursos de “foque nos estudos, amor não existe”, a personagem é doce, querida por todos e tem uma vida perfeita, longe da infelicidade.
Pra piorar o filme tenta fazer com que os dois tenham algo em comum, o que é logicamente impossível devido ao conflito de épocas e costumes, é forçado tão ao extremo para que isso aconteça que no fim parece que Brooke só queria a ideia inexistente de um príncipe de conto de fadas e não um amor real.

Não seria tão doloroso assistir se tivessem elaborado mais o desenvolvimento e o vinculo dos protagonistas. Tudo é muito absurdo e desesperado, como se corressem contra o relógio. O que é cômico, pois gastavam tempo de tela para demonstrar o heroísmo do protagonistas em cenas descartáveis e que não acrescentaram muito no desenvolvimento do casal.
Um Passado de Presente não consegue nem ser atrativo para passar o tempo em um dia entediante. A falta de carisma do ator principal incomoda tanto quanto o enredo preguiçoso e desleixado. Se eu fosse renomear o título deste filme após vê-lo o chamaria de Presente de Grego*.
*Presente de grego é uma expressão popular usada para representar o recebimento de algum presente ou dádiva que traz prejuízo para quem a recebeu, ao contrário do que era esperado.



