CRÍTICA | O Parque dos Sonhos é um grande espetáculo visual, cômico e reflexivo

A animação dirigida por David Feiss é uma das grandes surpresas para o universo cinematográfico das animações de 2019. O longa conta com Lucas Veloso dando a voz ao personagem Gus e Rafael Infante como Cooper, na dublagem nacional. No elenco de dublagem original, o filme contou com grandes nomes do cinema americano como: Mila Kunis (como Greta), Jennifer Garner (como mãe de June), Kenan Thompson (como Gus), e Ken Jeong (como Cooper).

O longa conta a história de June, uma criança extremamente criativa, que mantém uma relação de cumplicidade e afeto com sua mãe. Juntas elas criam, o até então fantasioso e perfeito, Parque dos Sonhos. Tudo muda quando a mãe de June fica gravemente doente, e seu interesse pelo parque diminui aos poucos, bem como sua vontade de fazer coisas que antes a fazia feliz.

O filme traz consigo a representação da dor, medo e sofrimento da protagonista. A história é a caminhada de June para o descobrimento da importância da coexistência da dor e da felicidade. Quando é consumida pelo medo de perder sua mãe, June abandona todo seu senso de aventura, com isso deixando a escuridão entrar dentro de si aos poucos.

A escuridão é materializada no Parque dos Sonhos, consumindo toda felicidade do lugar, que uma vez foi o lugar mais feliz que June conhecia, representando todo esse sentimento conflituoso dentro da protagonista. Como não sabe como lidar, ela apenas deixar ser consumida, e assim consumindo o Parque também.

Tudo isso muda quando a perspectiva da protagonista muda. Quando ela se vê nas criaturas mágicas do Parque. Ali o entendimento da dor e a importância dela surge, junto com a valorização dos sentimentos bons, e consequentemente o objetivo de manter a luz dentro de si. A dualidade e o conflito dos sentimentos (bom e ruim) se mantém presente durante toda a trama, mostrando com sutileza a importância da coexistência de ambos.

“A escuridão talvez nunca vá embora, ela existe para gente lembrar de sempre olhar para a luz.”

Apesar de parecer uma reflexão bastante pesada e adulta, o filme mostra com leveza e humor. Mantendo a atenção das crianças e tirando risadas dos adultos. O filme é um espetáculo visual, dando vida a imaginação infantil e criando literalmente o Parque dos Sonhos de qualquer criança ou adulto.

O filme estreia no dia 14 de março de 2019 em todos os cinemas do Brasil.

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