CRÍTICA | Coringa : Maravilhoso e com quase nenhuma risada

 

Coringa é um soco bem dado de várias formas. Não esperem identificações com o coringa que conhecemos, tanto em versões cinematográficas quanto em quadrinhos e animações. Aqui vemos o “palhaço” sem Punchline, sem planos mirabolantes e sem um inimigo ou objetivo em mente.

O filme conta a história de Arthur Fleck, um homem no meio do caos de Gotham City nos anos 80. A cidade (como sempre) está envolta em problemas devido ao descaso com os pobres e a disparidade na cidade. Ele, em um emprego de palhaço, vê e sofre o que Gotham faz com os mais fracos. Lembrem-se, a cidade é a segunda protagonista nesse filme.

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Joaquin Phoenix entrega nada menos que a perfeição. Podemos ver em seus olhos todo o peso do personagem e por todo o filme podemos jurar que ele é realmente Arthur Fleck. Sua atuação metódica nos mostra o ápice do papel, onde ator e personagem se tornam um só. Merece um Oscar.

“O problema de ter um uma doença mental é que todo mundo espera que você aja como se não tivesse”

Visceral e pesado, o filme nos impele a sentir pena e a torcer pelo triunfo de Arthur, mesmo sabendo o desfecho de tudo e talvez isso seja um dos motivos do boicote pós lançamento. Coringa é um produto da sociedade; uma pessoa cercada de problemas em uma cidade que desrespeita, chuta e joga seus cidadãos na sarjeta em qualquer fraquejada. 

Se você é fã dos quadrinhos, não vá com ideias pré concebidas. Se você conhece o personagem pelos filmes, não procure Jack Nicholson, Heath Ledger ou Jared Leto. Se você é novo nisso tudo, aguente firme.

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