Herança de Narcisa: terror e drama caminham juntos em pré-estreia no Rio de Janeiro

Durante a pré-estreia no Rio de Janeiro, diretores e elenco falaram sobre a mistura entre terror psicológico e drama familiar que guia o longa estrelado por Paolla Oliveira.

A Tribernna acompanhou, na noite da última quinta-feira (9), a estreia de Herança de Narcisa, realizada no UCI New York City Center, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O longa nacional, que já está em cartaz nos cinemas de todo o Brasil, reuniu elenco, direção e convidados para apresentar ao público uma história que usa o terror para falar sobre traumas, relações familiares e ressignificação.

Durante o tapete vermelho, os diretores e roteiristas Clarissa Appelt e Daniel Dias explicaram que o filme nasceu justamente da união entre duas sensibilidades diferentes: enquanto Daniel tem um histórico mais voltado ao drama, Clarissa sempre foi apaixonada pelo terror. Dessa combinação surgiu uma proposta que a cineasta define como “terror-terapia”.

“Eu amo o terror, mas acho que ele deve ser compreendido como uma ferramenta. Como ele vai muito ao inconsciente e aos sentimentos, pode ajudar a gente a exorcizar nossos problemas, nossos medos. Acho que o terror deve ser usado para o bem.”

Segundo Clarissa, o objetivo nunca foi provocar sustos gratuitamente, mas construir uma história capaz de criar uma conexão emocional com o público.

“A gente chama o que está fazendo de terror-terapia. O caminho é através do terror, mas é um filme que tem um final catártico de um drama. A gente fez esse mix.”

Para Daniel Dias, encontrar esse equilíbrio exigiu um trabalho cuidadoso desde o roteiro até a montagem do longa.

“É um trabalho minucioso de página, de roteiro, de edição, de toda a equipe técnica. Se for demais aqui, volta para lá. Se for de menos aqui, vai para lá. É trabalho.”

A diretora também fez questão de enaltecer a entrega de Paolla Oliveira, protagonista da produção, destacando o comprometimento da atriz com a personagem.

“Ela deu corpo, deu alma, deu tudo. Tenho certeza absoluta que ninguém vai falar mal da Paolla.”

Um filme sobre ressignificar

Antes da exibição do filme, Paolla Oliveira emocionou o público ao agradecer toda a equipe envolvida na produção e reforçar que Herança de Narcisa vai além do terror.

Segundo a atriz, o suspense é apenas a linguagem escolhida para contar uma história profundamente humana.

“Espero que vocês também ressignifiquem coisas. A Cla fala que é uma grande carta de amor de uma mãe para uma filha, apesar dos sustos e do terror, que é a linguagem escolhida para o nosso filme.”

Paolla também aproveitou o momento para agradecer ao elenco, aos profissionais dos bastidores e às produtoras envolvidas, lembrando que o resultado é fruto de um trabalho coletivo.

“Eu não faço o filme sozinha. Tem muita gente. Queria agradecer todo esse pessoal que está aqui, todos os que não estão, o nosso elenco maravilhoso, a equipe e todos que participaram dessa jornada. Todo mundo participa de alguma maneira desse filme.”

Com uma proposta que mistura suspense psicológico e drama familiar, Herança de Narcisa chegou aos cinemas brasileiros nesta última quinta-feira (9), apostando em uma narrativa que utiliza o terror para explorar emoções, traumas e os laços entre mães e filhas.

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