CRÍTICA | Em “Uma Sexta Feira Mais Louca Ainda” Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis brilham em continuação nostálgica e divertida

22 anos depois da primeira vez em que trocaram de corpos, Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis retornam aos papéis de Anna e Tess na continuação do clássico dos anos 2000, Uma Sexta-Feira Muito Louca.

Com estreia programada para esta quinta-feira, dia 07 de agosto, “Uma Sexta Feira Mais Louca Ainda” apresenta Anna e Tess em um novo momento de grandes mudanças familiares. Agora mãe de uma adolescente, Anna se prepara para um novo casamento, enquanto Tess, avó e uma famosa escritora, também vive um momento de transformação. Com duas famílias prestes a se unir, mãe e filha se veem novamente às voltas com uma troca de corpos — e mais uma vez terão que encarar, juntas, os desafios de identidades trocadas e laços familiares em mudança.

De antemão, é preciso aplaudir de pé a forma como Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda consegue funcionar como uma verdadeira máquina do tempo, nos teletransportando diretamente para o ano de 2003. Dirigido por Nisha Ganatra, o filme carrega toda a essência — seja narrativa ou visual — do seu antecessor. É como se o tempo não tivesse passado, e agora pudéssemos reviver a nossa infância. Mas não se engane: não se trata de uma cópia, tampouco lhe falta personalidade. Muito pelo contrário… esse filme é uma lição viva de como revisitar um clássico com identidade própria, de forma aprimorada e atualizada.

Com 1h51min de duração, Curtis e Lohan protagonizam mais uma história sobre os dilemas de um conflito geracional. A trama espelha a original com precisão, mas se atualiza para conversar com um novo público, em um novo tempo. Sem soar forçado ou artificial, o humor da dupla funciona tão bem — especialmente nos momentos de troca de corpos — que chega a ofuscar o elenco jovem, composto por Julia Butters e Sophia Hammons. Não é culpa das novatas, mas fica evidente a dificuldade de acompanhar o timing das veteranas.

Lindsay Lohan’s Style Evolution

Um dos maiores acertos do filme é o uso da nostalgia com inteligência. Em vez de se apoiar totalmente nela, o sentimento nostálgico surge em pequenas participações especiais, referências sutis ou até pela sensação de déjà vu provocada pelos dilemas familiares — agora replicados de forma renovada, com a enteada de Anna.

Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda não tem receio de se assumir como uma comédia familiar e abraça todos os clichês do gênero: romance leve e envolvente, cenas musicais (com direito a danças!), transformação de figurino, e a habilidade de rir de si mesmo. É difícil não se emocionar ou soltar boas risadas ao longo da história.

Manny Jacinto et Lindsay Lohan dans un aperçu de "Freaky Friday" :  r/popculturechat

Quanto aos demais personagens, Manny Jacinto, que surge como interesse romântico, e o retorno hilário de Chad Michael Murray como Jake, Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda acerta ao integrá-los de forma que enriquecem a trama sem parecerem superficiais ou desnecessários. A dinâmica entre pai e filha, vivida por Jacinto e Sophia Hammons, emociona e convence, assim como a admiração e o carinho que o personagem de Jacinto demonstra por Anna. Tudo flui de maneira leve, natural e prazerosa de acompanhar.

O filme se mostra uma das decisões mais acertadas da Disney nos últimos tempos, especialmente em um cenário repleto de revivals esquecíveis. Aqui, o saudosismo não supera a qualidade: é um reencontro com personagens queridos que entrega o que promete — diversão, emoção e uma atualização à altura do original.

Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda estreia nesta quinta-feira, dia 07 de agosto, nos cinemas de todo o Brasil.

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