CRÍTICA | “Eu sei o que vocês fizeram no Verão Passado”, mas talvez fosse melhor não saber

O mais novo slasher de 2025 acabou de chegar ao cinema. “Eu sei o que vocês fizeram no Verão Passado”, dirigido por Jennifer Kaytin Robinson, estreou nesta quinta-feira nos cinemas brasileiros e, ao meu ver, tem tudo para desagradar os fãs do gênero, visto que falha em quase todas as situações que tenta criar.

Usando e abusando da nostalgia – a qual vejo, inclusive, como uma bengala para a desinteressante e desestimulante história -, o filme não é um remake, mas uma espécie de “legado/sequência”. Ele se passa quase 30 anos após a produção original, na mesma cidade, e não cansa de fazer menções ao longa de 1997.

I Know What You Did Last Summer (2025) - IMDb

Com isso, a história torna-se ainda mais cansativa. Sempre que possível, um personagem do passado é resgatado, uma situação é citada, uma lembrança é trazida à tona. Os maiores fãs dos filmes de “Eu sei o que vocês fizeram no Verão Passado” – lembrando que esta é a quarta produção – podem até se agradar com isso, mas a maioria dos espectadores deve apenas achar cansativo mesmo.

Como ponto alto, porém, uma escolha acertada: um elenco extremamente carismático, com diálogos divertidos e, em boa parte, dinâmicos – quando não fazem apelações com gírias para as novas gerações (sempre esquisito ver adulto usando gíria de jovem). A química dos atores e como contracenam bem diante das câmeras chama a atenção e destacam-se ao meio de uma história discutível.

Photo From the Set of I KNOW WHAT YOU DID LAST SUMMER Teases the Return of  the Killer — GeekTyrant

Até mesmo o plot twist, bastante comum em filmes de suspense e slasher, é ruim e não convence em nada. Infelizmente, a produção falha em criar um suspense envolvente – mal dá vontade de tentar descobrir qual é a pessoa que está causando o novo massacre. Até mesmo as cenas das mortes são desinteressantes, parecendo que houve certo receio de ousar.

Eu sei o que vocês fizeram no Verão Passado” é o típico filme para você assistir num domingo à tarde, com o celular na mão, apenas para esvaziar a cabeça e descansar antes do início de mais uma semana cansativa. É possível dar boas risadas, mas a produção, que deixa ganchos para uma sequência, é esquecível e falha em surfar na nova onda de slashers nostálgicos.

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