CRÍTICA | “Missão Impossível – O Acerto Final” eleva a franquia ao épico

Em uma grande homenagem a franquia que iniciou em 1996, Tom Cruise estrela o capítulo final de Missão Impossível, elevando a saga ao épico e inacreditável. Explorando os três elementos naturais (terra, água e ar), o astro mostra mais uma vez que é implacável e que não há ninguém como ele.

Em “Missão Impossível – O Acerto Final“, Ethan Hunt (Cruise), o implacável agente do MI6, está de volta e tudo o que ele já fez para salvar o mundo das garras da maldade não foi o suficiente. Ao lado de seus fiéis parceiros Benji (Simon Pegg), Luther (Ving Rhames), Grace (Hayley Atwell) e Eugene (Henry Czerny), Ethan está disposto a se sacrificar, mais uma vez, para o bem da humanidade. Agora, mais do que nunca, suas escolhas serão decisivas para a vitória do bem contra o mal.

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Do mesmo roteirista do sucesso Top Gun: Maverick (2022) e diretor de Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1 (2023),  Efeito Fallout (2018) e Nação Secreta (2015), o longa é uma continuação direta do filme lançado em 2023. Sofrendo as consequências de uma inteligência artificial solta pelo mundo, Ethan deve tomar uma decisão que definirá o rumo da humanidade, que está completamente infectada pela manipulação da Entidade.

Com quase 3 horas de duração, “Missão Impossível – O Acerto Final” tem um começo difícil. Utilizando sua primeira hora de maneira expositiva, explicativa e com excesso de diálogos (infinitos), esse começo pode ser maçante para muitos que vão assistir um filme tão longo. A história toma esse tempo como necessário para explicar a situação de Ethan, que, bem, não se distancia das outras vezes que ele teve que agir sozinho para salvar o mundo.

O excesso de flashbacks também pode prejudicar a experiência de quem viu recentemente os filmes anteriores da franquia, principalmente o mais recente. Contudo, muitos flashbacks contribuem também para a nostalgia crescente do espectador, que assiste memórias de décadas atrás sendo interligadas em um inimigo em comum.

Contudo, quando o filme entra de cabeça na ação, a produção é elevada ao épico. Explorando todos os limites de Tom Cruise, o filme se torna um espetáculo – narrativo e visual – impulsionando o protagonista ir até o extremo de suas ações passadas. Uma das cenas em destaque não é a famosa cena do avião e sim a do submarino! É inevitável prendermos a respiração na sequência que dura mais de 10 minutos, o nível de tensão é palpável e a resolução brinca com a magia da descrença que só o cinema de espionagem pode oferecer.

E essa sensação se estende por muitos momentos, graças a grande ameaça do filme (apresentada no seu antecessor). Com um excelente timing,Missão Impossível – O Acerto Final” exibe um mundo não tão distante da nossa realidade, onde a manipulação de inteligência artificial é capaz de criar levantes e incitar uma guerra mundial.

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A história em si é bem simples, “Missão Impossível – O Acerto Final” tem essa tarefa de concluir uma fase importante da vida de Ethan, ao mesmo tempo que interliga acontecimentos do passado com o do presente, criando um fardo e uma responsabilidade esmagadora no protagonista.

Com perdas significativas, um drama bem inserido, excelentes combates protagonizados por Tom Cruise, e até um senso de humor bem colocado, “Missão Impossível – O Acerto Final” é daquele tipo de filme feito para ver em tela grande, para sentir a experiência coletiva e ficar completamente imerso na escuridão do cinema. Apesar de cansativo e um pouco lento em sua introdução, as duas horas restantes justificam o porquê Cruise ficou nesse papel por 30 anos.

Missão Impossível – O Acerto Final” estreia nesta quinta-feira, 22 de maio, nos cinemas de Todo o Brasil.

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