CRÍTICA | “Assassino Por Acaso” é tudo aquilo que você não esperava e MAIS!

Marcado como aposta do novo galã mais cobiçado de Hollywood, Glen Powell estrela o novo filme de Richard Linklater que o ajuda a desmistificar o estereótipo de bonitões de comédias românticas e o estabelece como um ator surpreendente e com potencial que precisa ser explorado cada vez mais.

Inspirado em uma pessoa real, em Assassino por Acaso conhecemos Gary Johnson (Powell), que trabalha para a polícia e finge ser um assassino de aluguel para prender aqueles que o contratam, até que ele quebra o protocolo para tentar salvar uma mulher desesperada.

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Com 1 hora e 55 minutos de duração, “Assassino por Acaso” une comédia, romance e ação para traçar uma jornada que bebe de conceitos da psicologia para construir um protagonista que traz identificação em sua imprevisibilidade. Glen Powell dá vida a um homem metódico e entediante que agarra a chance de mudar de vida ao poder acessar diversas vivências através de suas personalidades de disfarce. Quando encontra uma que demonstra ser um ideal a ser atingido, o protagonista, Gary, acaba se tornando o próprio objeto de seu estudo, um caso de psicologia que comprova que um adulto pode sim mudar toda a sua personalidade se acreditar de fato naquela nova realidade.

Esta é a quarta vez que Powell e Richard Linklater repetem a parceria. Conhecidos desde os 14 anos do astro de Hollywood, a dupla aprofunda a colaboração quando decidem escrever juntos o roteiro deste longa, baseado – em partes – no artigo de Skip Hollandsworth sobre o verdadeiro Gary Johnson.

A familiaridade entre Powell e Linklater mostra resultados positivos quando analisamos Assassino Por Acaso como um todo. Ainda que não prometa qualquer tipo de inovação, a produção é extremamente eficaz em tudo que se propõe a fazer. A produção flerta com ação que pega o espectador de surpresa em momentos intensos, que acabam sendo absorvidos pelo humor hilário e extremamente pontual, sem tirar espaço do romance que se eleva ao erótico em determinados momentos essenciais para o elo entre os personagens principais.

A transição de gêneros dentro deste filme é tão boa quanto a atuação do protagonista. Glen Powell mostra que não é apenas um rosto bonito e não se importa em usar e abusar de adereços que modificam sua aparência ou que escondem seu corpo atlético. A oscilação entre as personalidades em tela é surreal e acompanha perfeitamente o figurino do personagem. A facilidade com que Powell domina todo momento em que está em tela é um fato que deve ser exaltado e apreciado.

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Seus colegas de cena não ficam para trás. Ver Retta (de Good Girls) criando uma dinâmica policial com Sanjay Rao está a altura de todo lado humorístico do longa. Mike Markoff cria um contraponto de antagonista bom ao ponto de gerar tensão até os minutos finais da história. Contudo, entre os coadjuvantes é Adria Arjona que rouba o holofote para si a todo instante. A atriz porto-riquenha exala sensualidade e poder, bem como vulnerabilidade, constrói ao lado de Powell um romance vívido e apaixonante de ser assistido, que guarda para si reviravoltas no ato final.

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A verdade é que Assassino Por Acaso é um filme tão envolvente que as quase 2 horas passam voando. O espectador é absorvido pela história graças ao carisma do elenco e a forma como a narrativa é construída e levada ao longo de uma jornada de auto descoberta repleta de paixão e destruição. Afinal, o que é uma história de amor sem uma morte ou outra?

O filme estreia nesta quarta-feira, dia 12 de junho, em todo o Brasil.

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