CRÍTICA | “Rainha das Lágrimas” uma emocionante história de almas gêmeas

Com 16 episódios ao todo, encerrou neste fim de semana Rainha das Lágrimas, o k-drama da Netflix que fez jus ao título que ganhou ao construir uma história dramática, melancólica e impactante.

Em Rainha das Lágrimas, um casal de magnatas supera uma crise matrimonial ainda que tudo esteja contra eles. No k-drama, Hyun-woo (Kim Soo-hyun), um advogado e Hae-in (Kim Ji-won), uma herdeira chaebol de um império de lojas de departamento, se apaixonam intensamente na juventude e logo se casam. O tempo passa e eles entram em uma profunda crise no casamento, mas quando tudo aponta para o pior, o amor volta a florescer e eles vão superando as dificuldades juntos.

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Apostando na junção dos sub-gêneros de melodrama e comédia romântica, Rainha das Lágrimas constrói em seu clichê de “segunda chance” um romance sobre apreciação da vida. Ao fazer que a protagonista tenha uma doença terminal, a história acaba criando um senso de urgência e insegurança do espectador diante da imprevisibilidade do futuro do casal que vai conquistando o espectador gradativamente através de flashbacks ou momentos em que recuperam a chama da paixão que foi apagada.

Kim Soo-hyun e Kim Ji-won convenceram com louvor os espectadores da sua intimidade e matrimônio. A dupla teve a o papel mais difícil de um casal em doramas, já que passaram por pelo menos três estágios de um casal em apenas uma história. Assim, os dois transitam entre amor à primeira vista, desgaste matrimonial e a reconquista do relacionamento. Entre as cenas de confronto e as que eles se reconectam, Soo-hyun e Ji-won marcaram o ano como um dos casais de maior destaque em 2024 (e Soo-hyun como a protagonista com o melhor figurino do ano até então!).

Vale mencionar os arcos secundários trazidos em Rainha das Lágrimas. A começar pela família do protagonista, inserida no campo rural (que não é Jeju!!) da trama. Trazendo nomes conhecidos como Jeon Bae-Su e Hwang Young-Hee (que atuaram juntos em Uma Dose Diária de Sol), esse núcleo acaba representando a parte mais leve da história, com bom humor e personagens cativantes dentro de cenários populares que geram fácil identificação com o público.

Já a família da protagonista chaebol vem com os dramas mais intensos que os clichês de k-dramas ricos usam e abusam. Entre esquemas de vingança, luta pela herança e traições, quem mais se destaca é o grande antagonista Park Sung-Hoon (que também viveu um vilão em The Glory). Completamente obcecado pela Hae-in, seu personagem é responsável por causar repugnância do público a sua imagem. Assim, vemos que, mais uma vez, Sung-Hoon provou ser um excelente ator.

Ainda que tenha tido episódios excessivamente longos, “Rainha das Lágrimas” acaba como uma verdadeira novela: usando e abusando de clichês de plot twists, mortes, prisão, mudança de vida, família feliz e até um pós vida. Flertando com a construção de almas gêmeas, o k-drama da Netflix deixa nos fãs o gostinho de que o romance fantástico ainda rende boas e emocionantes histórias.

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