O mais recente original Disney+ garante aos fãs de histórias de máfia e investigação policial uma jornada intensa, cruel e avassaladora. Com 12 episódios, “The Worst of Evil” evolui para algo além de apenas uma operação com agente duplo, o k-drama surpreende ao levantar questionamentos ao criar personagens que se encontram nas similaridades de suas histórias de origem mas entram em contraste com suas decisões para construir seu futuro.
Em “The Worst of Evil” acompanhamos o policial Park Jun-Mo (Ji Chang-Wook) em uma investigação de tráfico de drogas que envolve a Coreia do Sul, China e Japão. Enquanto estava infiltrado em uma organização criminosa, sua esposa Yu Eui-Jeong (Lim Se-Mi), também policial, acaba envolvida nesta trama investigativa ao reencontrar seu primeiro amor Jung Gi-Cheul (Wi Ha-Joon), o chefe do grupo mafioso.
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Um dos pontos extremamente positivos de “The Worst of Evil” é que ele é diretamente ao ponto (pelo menos até os dois últimos episódios) seja na trama investigativa ou até nos dramas pessoais que envolvem os personagens principais. Todo novo episódio o espectador presencia acontecimentos que colocam em ameaça a identidade do policial protagonista, o que faz a experiência de assistir este dorama seja algo intenso e imprevisível. Apesar disso, há alguns momentos em que o roteiro deixa tão óbvio o papel de agente duplo do protagonista que fica incabível ele demorar 12 episódios para ser descoberto.
Quando falamos de atuação, Ji Chang-Wook é disparado a estrela deste drama. O ator se sobressai e mostra mais uma vez que sua melhor faceta é a que é explorada em um drama de ação/thriller. Sua trajetória, definhando cada vez mais, se distanciando dos seus ideais, se transformando em alguém que não tem mais volta, é arrebatador! Acompanhando seu nível alto de qualidade, Wi Ha-Joon não fica tanto para trás. Apesar de não convencer tanto dentro de seu papel como líder, o ator faz uma boa dupla e rende cenas de tirar o fôlego. A dinâmica entre os dois personagens principais levanta o debate acerca de escolhas e oportunidades, os dois compartilham do mesmo passado mas tiveram o seu presente totalmente diferentes. O contraste entre as suas histórias fazem dessa dinâmica o auge do drama, e, consequentemente, um desfecho emocionante e memorável.

“The Worst of Evil” também guarda ótimos coadjuvantes, consegue criar personagens fictícios capazes de entrar na mente do espectador e causar repulsa, ódio e também empatia. A cantora Bibi é um dos destaques desse núcleo. Sua evolução dentro da trama não mostra apenas sua capacidade de conquistar a audiência, mas também de criar uma mulher cheia de camadas conflituosas (em seu primeiro k-drama!). Os vilões também não ficam para trás, garantem seus momentos de glória em cenas específicas e fazem da trama algo mais rico, completo e com grande potencial explorado ao máximo.
Ao fim, o k-drama mostrou ter feito ótimas decisões criativas ao longo dele. Ainda assim, vale mencionar a inconstância das atitudes dos policiais no decorrer da história. Contudo, é uma via de mão dupla, já que pode ser lido como algo que gera complexidade dos personagens ou apenas relapso do roteiro. Isso cabe o espectador decidir.
“The Worst of Evil” é um drama que eu recomendo fortemente para todos que gostam de história de investigação, mesmo que o final te deixe melancólico, a produção acerta em cheio em criar uma obra capaz de instigar em quem assiste reflexões a respeito dos assuntos que aborda em suas entrelinhas.
O k-drama está disponível no STAR+.
Nota: 4/5








