CRÍTICA| “Chevalier: A verdadeira história nunca contada” mergulha no drama musical para falar sobre revolução

Foi adicionado ao catálogo do Star+, no último dia 14, a cinebiografia Chevalier: A verdadeira história nunca contada. A obra conta a história de Joseph Bologne, conhecido como Chevalier de Saint-Georges, o primeiro maestro negro que se tem notoriedade na Europa do século XVIII em um período pré-revolução francesa.

Nascido em 1745 no Caribe francês, De Saint-Georges era filho ilegítimo de uma escrava africana e de um fazendeiro francês. Ele alcançou as alturas na sociedade francesa, deslumbrante tanto como violinista e compositor, quanto como campeão de esgrima. O drama musical mergulha na história para retratar um breve período da vida de uma figura tão icônica para a arte, revolução e luta racial.

Dirigido por Stephen Williams (Lost), e protagonizado por Kelvin Harrison, Chevallier parece ser mais um desses filmes vazios que abordam um período histórico de forma insossa focando apenas em figurinos e frivolidades, mas nesse caso o caminho tomado foi diferente. Assistimos a criação desse ícone através de suas motivações.

Em um primeiro momento seu desejo é apenas ser aceito, ser visto como o melhor de todos, o que de fato ele é e a arrogância do personagem só aumenta mais o brilho dessa história. Conforme as coisas vão dando errado o filme acaba caindo no clichê do protagonista negro que precisa ser lembrado que é negro quando é rejeitado pela alta sociedade e entra em uma espiral de auto conhecimento e busca por suas raízes.

Relacionamento proibido, intrigas com a realeza e a punição por existir são alguns dos tópicos que permeiam esta história. Até o momento final em que o protagonista aceita seu destino e se une para lutar por uma França livre e igualitária.

Nomes como Lucy Boynton, Samara Weaving, e Ronke Adekoluejo compõe o elenco e permeiam as três fases vividas pelo protagonista. Primeiro seu momento de vida fútil e sua relação de amizade com Maria Antonieta. Depois sua relação de amor proibido com Maria Josephina e por mim a relação com sua mãe Nanon que permeia toda a sua luta.

Musicalmente bonito e visualmente atraente Chevalier é o tipo de filme que consegue transpor o telespectador para o período em que aborda, mas termina com uma sensação de que faltou uma parte dois.

O filme está disponível na plataforma de streaming Star+.

NOTA 3/5

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