Um dos maiores medos antes de dar play em uma série jovem da Netflix hoje em dia, é a possibilidade do cancelamento. Com uma gama de seriados que não conseguem ir além do primeiro ano, Outer Banks quebra essa narrativa e já se encaminha para sua terceira temporada na plataforma. Unindo aventura, nostalgia e um clima de mistério, a série se mostra um bom entretenimento em duas temporadas empolgantes.
Criada por Josh Pate, Jonas Pate e Shannon Burke, a trama conta a história de John B (Chase Stokes), que vive em uma pequena cidade litorânea nos EUA sempre correndo risco de parar em um lar adotivo, desde o desaparecimento de seu pai. Vivendo de subempregos, ele divide a vida com um grupo de três melhores amigos; JJ (Rudy Pankow), Kiara (Madison Bailey) e Pope (Jonathan Daviss), que passam por problemas familiares, pessoais e pela constante falta de dinheiro e perspectivas.

Intitulados como “Os Pogues”, o grupo acaba se metendo em uma grande caça, quando um furacão atinge a cidade e John B encontra pistas do desaparecimento do pai, ligadas diretamente a uma antiga caça ao tesouro lendário do famoso Royal Merchant.
Tudo parece muito encaminhado para que o grupo parta em busca desse mistério, mas uma poderosa família da região também está em busca do tesouro, e a situação se mostra muito mais perigosa do que parece. Ward Cameron (Charles Esten), e o filho Rafe (Drew Starkey), se mostram oponentes a altura para conseguir o tesouro antes dos Pogues. Com a adição do romance entre John B e Sarah (Madelyn Cline), filha do grande vilão da trama, a história se desenrola em um drama ainda maior.

Embora seja mais uma série adolescente no catálogo da Netflix, Outer Banks consegue se distanciar ao colocar a caça ao tesouro como o principal foco. O roteiro, embora passe pelos clichês de toda série adolescente como falta de comunicação e relacionamentos confusos, consegue manter o foco nos perigos reais que a situação principal tem para entregar.
Ao longo de suas duas temporadas a série consegue criar uma atmosfera de união e confiança, elementos que tornam a história empolgante e muito satisfatória de acompanhar. Deixando de lado subtramas que nada importam para a história principal e sabendo o momento de ser grande e o de ser simples.

Com cores quentes, cenas de surf e trilha sonora divertida, Outer Banks consegue entreter e empolgar desde o primeiro episódio. Seja pela facilidade em se identificar com os protagonistas ou pelo conforto que a série consegue entregar, mesmo que os personagens estejam sempre fugindo de tiros ou se escondendo de algo.
A série consegue evocar a atmosfera de shows dos anos 2000, como The Oc, seja pelas cenas de surf, de paisagens ou até da fonte que aparece em todos os episódios carregando o nome da série. Tudo soa muito nostálgico e ao mesmo tempo novo. Fazendo com que a maratona seja certeira, uma vez que não dá para parar depois do primeiro play.

Outer Banks retorna com a terceira temporada na Netflix no dia 23 de fevereiro com mais dez episódios.








