Aviso: este texto terá spoilers de Halloween (2018), Halloween Kills (2021) e Halloween Ends (2022).
Depois de dois filmes que buscaram reviver a história de como a lendária Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) sobreviveu ao assassino da noite de halloween, Michael Myers (Nick Castle), o revival finalmente chegou ao fim com Halloween Ends (2022). Essa nova trilogia foi dirigida e roteirizada por David Gordon Green e produzido pela Blumhouse Productions. O filme é o 13º da franquia e estreou no último 13 de outubro nos cinemas e simultaneamente no streaming Peacock (nos EUA).
Halloween Ends segue duas histórias. A primeira é a de Corey Conninghan (Rohan Campbell), que em 2019 acaba matando acidentalmente uma criança enquanto cuidava dela na noite de halloween daquele ano. Corey vive até os dias de hoje, 3 anos depois, com as consequências e o trauma de ter sido o responsável pela morte de uma criança, mesmo tendo sido inocentado por isso. A segunda história é a de como Laurie Strode e sua neta Allyson (Andi Matichak) seguiram suas vidas depois da noite de Halloween de 2018, quando Michael retornou, matou metade de Haddonfield, junto da filha da Laurie, Karen (Judy Greer).
As coisas em Haddonfield ainda não voltaram ao normal, afinal não tem como se recuperar de um assassinato em massa assim tão rápido. Michael Myres desapareceu, ninguém sabe dele, mas a Laurie sabe, no fundo, que um dia ele vai voltar por ela. E ela está lá escrevendo suas memórias e esperando por ele. Allyson, por sua vez, só quer tocar a sua vida e esquecer o pesadelo que viveu. Ela conhece Corey depois que Laurie o salva de um grupo de valentões e os dois acabam se envolvendo.

Só que nem tudo são flores. Nunca são, afinal, estamos falando de Halloween! Nada aqui vai ser tranquilo, nunca. Corey começa a agir de forma estranha depois de uma surra, onde depois de ser jogado de uma ponte pelo grupinho de valentões, ele acaba dentro do esgoto e conhece um novo amigo: Michael Myres.
Esse filme tinha sim espaço para ser bom, afinal é Halloween, uma das maiores franquias do cinema de horror, só que inventaram um plot ridículo, fazendo do Michael Myers apenas uma “participação especial”, um professor de serial killer muito capenga. Poxa, o Michael jamais faria isso, JAMAIS. Foi decepcionante, foi vergonhoso, foi nível novela mexicana ruim com novela da Record.
Vou repetir aqui o que eu disse quando fiz a minha crítica de Halloween Kills (2021): “Parece uma grande encheção de linguiça, um filme feito apenas para arrecadar dinheiro”. Eu assisto filme slasher de bom grado, sempre fiz porque é divertido, dá emoção toda a tensão e perseguição, mas nesse aqui eu só senti algo de verdade nos 10 minutos finais, o que num filme de 1h50min é pouco.
Mais uma vez, irei parafrasear o que eu disse na minha crítica do filme anterior: “O maior problema do filme é que tudo poderia ter se resumido em no máximo 30 minutos de filme.” Halloween Ends poderia muito bem ter só meia hora, juntar com a meia hora aproveitável de Halloween Kills e pronto, teríamos um fechamento perfeito nesse revival da franquia! Mas não, o roteiro opta por focar em novos personagens que nada tem a ver com o enredo principal e a criação dessas novas narrativas dá sim a sensação de que só queriam preencher espaço para justificar um terceiro filme. E, na minha opinião, isso desrespeita muito a franquia, mesmo com todos os filmes ruins já feitos.
Se você quiser assistir ao filme pela nostalgia, pelo gore (belíssimas cenas) ou pela emoção de ver a Jamie Lee Curtis como a fodona da Laurie, vá em frente. Esteja preparado para se decepcionar com o enredo do filme, mentalize que os 10 minutos finais são bons e vai. Mesmo que o processo seja até doloroso de assistir, o final compensa. Porque sim, finalmente acabou. Michael Myers está definitiva e irrevogavelmente morto.
No Brasil, Halloween Ends está sendo exibido nos cinemas.
NOTA: 1,5/5





