CRÍTICA | Entergalactic é uma das obras mais sensíveis que já assisti

Entergalactic é uma animação da Netflix lançada dia 30 de setembro deste ano. O filme conta a história de Jabari, um artista que tenta equilibrar amor e sucesso ao se mudar para um apartamento dos sonhos e se apaixonar pela nova vizinha. A obra é criada por Kid Cudi (que também dubla o personagem principal), Kenya Barris e Ian Edelman. Além de Kid Cudi/Scott Mescudi, o elenco conta com grandes nomes como Jessica Williams, Laura Harrier, Ty Dolla Sign, Jaden Smith, Timothée Chalamet, entre outros.

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Com um estilo de animação único, apesar de lembrar um pouco o estilo de Homem-Aranha no Aranhaverso, Entergalactic fala sobre sentimentos, amadurecimento e relações do cotidiano. Protagonizado e com um elenco quase 100% negro, a animação não traz, e não precisa trazer, as dores do racismo, ela se preocupa mais em mostrar como homens negros também amam e também sofrem por amor. O toque do casal principal ser dois artistas deixa tudo mais poético, dando margem para momentos surrealistas durante o longa que trazem a emoção que o personagem está sentindo para a tela.

O filme é dividido em capítulos que ditam o tom e o sentimento que o longa quer guiar. Entergalactic trabalha muito bem a explosão de cores, e em um momento uma personagem fala como New York é lida como uma cidade cinzenta, e o filme brinca com isso trazendo cores vivas para a cidade. A interação dos personagens em seus núcleos de amigos faz com que você tenha vontade de se inserir naquele ambiente, de andar com aquela galera. Ele explora o lado jovem-adulto da vida, de ir para noitadas no meio de semana e se encontrar destruído no outro dia no trabalho.

Se todo o trabalho de cor e arte é espetacular, a trilha sonora eleva a potência da sensibilidade mais ainda (e na soundtrack Kid Cudi ganha seu nome em mais um lugar nos créditos). Entergalactic é isso, uma obra singela, que não tem um roteiro cheio de tramas e plots, mas de forma proposital para trazer o cotidiano do jovem negro, que muito além de questões raciais, também trabalha, se diverte, se apaixona e quer achar o seu lugar nesse mundo.

NOTA: 5/5

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