A Tribernna assistiu o filme antecipadamente à convite da Disney
Após 27 anos da sua primeiro aparição, Buzz Lightyear retorna como o patrulheiro espacial mais amado dessa galáxia para nos guiar em uma aventura intergaláctica repleta de emoção, ensinamentos e muita, muita, muita tensão scifi.
Logo no começo é alertado que o filme que estamos vendo é exatamente o filme que Andy viu em 1995, a motivação necessária para iniciar sua paixão e admiração por Buzz e tomá-lo como seu brinquedo favorito. O breve alerta é necessário, já que prepara e situa a audiência do propósito da história. Ao contrário do que muitos pensaram, esse não é um filme que conta a história do boneco antes de chegar nas mãos do menino, até porque a montagem de um brinquedo em uma fábrica daria um filme chatíssimo.
Lightyear conta a história do patrulheiro espacial que após aterrissar em um planeta hostil a 4,2 milhões de anos-luz da Terra ao lado de seu comandante e sua tripulação, acaba não conseguindo encontrar seu caminho de volta para casa. Sua missão é única e clara: fazer todos saírem daquele planeta. No entanto o preço é alto e Buzz acaba tendo que lidar com mudanças catastróficas, e, ao fim, decidir se sua missão é mais importante que o que ele tem ao seu redor.

Minha maior missão nesse texto é fornecer o mínimo de spoiler possível. Inclusive aconselho a você evitar trailer, cenas exclusivas e até mesmo ler a sinopse do filme na íntegra. A história do filme funciona mais, pelo menos para mim, quando se sabe o mínimo possível. Descobrir junto com o protagonista seus obstáculos, os novos cenários que surgem no decorrer do caminho, fazem com que a experiência ganhe o brilho especial que só a ficção científica pode trazer. A curiosidade pelo desconhecido.
A cena inicial nos transporta até os anos 90/2000, entregando momentos dignos de blockbusters da época, seja nos diálogos bem humorados, na escolha do posicionamento das imagens e até mesmo em toda a dinâmica da ação. Esse começo é de extrema importância porque você é convencido da proposta inicial, das letrinhas que passam antes do longa começar. Esse é realmente um filme que uma criança assistiria, amaria e pediria a mãe um bonequinho do protagonista.
Buzz Lightyear é construído em uma jornada de herói muito comovente. Ele atraí os olhares mais inocentes com toda sua sagacidade, espirito aventureiro e destemido. Ao mesmo tempo em que amadurece de forma clara, nos presenteando ao fim com ensinamentos maduros que ecoam com clareza ao público infantil.
Como uma ficção científica Lightyear entrega todas as ferramentas necessárias, flertando por muitas vezes com Star Wars ou Interestelar, em uma versão mais juvenil. Consegue inserir elementos distintos desse gênero e suas complicações no desenrolar na trama. Ao mesmo tempo que ele apela ao lado emocional, provocando reflexões, o filme também entrega duelos, ação e muita tensão.

A dublagem de Marcos Mion carrega um peso enorme consigo, principalmente por ter que suceder o icônico e memorável Guilherme Briggs. Confesso que o começo é difícil, leva tempo para acostumar a associar o rosto com a voz bem característica do apresentador e desassociá-lo com sua imagem. No entanto, de maneira gradativa, Mion convence. Em determinado momento é possível se acostumar e notar que a voz se adequa, na medida do possível, ao personagem.
O maior brilho de Lightyear é definitivamente a habilidade invejável da Disney/Pixar em criar mascotes. Com a existência de Sox fica difícil acreditar que Andy não gostaria de um desses. O gato-robô acrescenta um tipo de humor bem diferente do que já foi apresentado no filme. Com tiradas inteligentes, surpresas em suas funções e utilidades robóticas, Sox é o mais novo mascote-coadjuvante que rouba a cena como Olaf, Pascal, Mushu e mais outros que também cativaram a audiência.
Ao fim, se torna compreensível o porquê Lightyear é o filme favorito de Andy. O longa tece uma jornada de herói mais intimista, com uma maturidade gradativa e plot twists que deixam a história mais surpreendente e viciante de se assistir.
O filme estreia nos cinemas no dia 16 de junho.
Nota: 4,1/5








