CRÍTICA | Jurassic World 3: Domínio é uma grande aventura genérica com uma pitada de saudosismo

O terceiro filme da nova geração de Jurassic Park estreia nesta quinta (02) nos cinemas prometendo resgatar todo sentimento do clássico dos anos 90 com o retorno dos atores que viveram a dupla de paleontólogos Sam NeillLaura Dern, e, é claro, o matemático audacioso e Jeff Goldblum.

O longa é ambientado 4 anos após a destruição da Ilha Nublar, que vemos acontecendo em Jurassic World: Reino Ameaçado (2018). Agora com os dinossauros coabitando com os humanos, novos desafios surgem a medida que as consequências deste novo cenário surgem. Nem todos répteis conseguem viver em harmonia com a espécie humana, trazendo problemas graves. Essa nova realidade coloca em risco o equilíbrio da humanidade, questionando se os seres humanos continuarão sendo os principais predadores em um planeta que agora compartilham com as criaturas mais temíveis da história em uma nova era.

Além de toda problemática envolvendo a nova era dos dinossauros na terra, Owen Grady (Chris Pratt) e Claire (Bryce Dallas Howard) devem proteger Maisie Lockwood (Isabella Sermon), jovem que descobrimos ser fruto de uma espécie de clone no filme anterior, de cientistas que desejam seu dna para estudo e experiências.

Slideshow: Jurassic World Dominion Prologue

Em seu terceiro filme, Jurassic World ainda não consegue achar seu tom. Ora tenta ser um blockbuster genérico de ação, sem personalidade alguma, ora flerta com um tipo de nova versão de Indiana Jones. Mas todo thriller, emoção e o sentimento de grandiosidade característico de Jurassic Park ainda se faz ausente. Colin Trevorrow retorna na direção da saga, após o trabalho medíocre de Juan Antonio Bayona no segundo longa, e consegue encerrar a trilogia com a melhor produção entre os três já lançados, mesmo que para tal feito tenha apelado ao saudosismo.

Contado através de duas histórias paralelas é possível enxergar que o filme faria mais sentido se tivesse focado no novo santuário de dinossauros, tirando toda a perseguição anterior. Com obstáculos obscuros e o medo de se deparar com um dinossauro a cada esquina, Jurassic World 3: Domínio brilha quando ele se lembra que esse é um filme sobre dinossauros coexistindo com humanos e não o contrário.

O filme tem em suas mãos um arco realmente interessante de ser assistido, composto, é claro, por Neill, Dern e Goldblum em uma espécie de missão ultra secreta, regado de um humor característico do trio e um carisma único, capaz de nos prender a história. No entanto, o longa perde muito tempo em uma jornada genérica de busca/resgate que não desperta interesse algum diante de sua previsibilidade. Ao fim do filme me questionei se eu teria gostado mais se as cenas com Pratt e Howard fossem reduzidas em 2/3, e cheguei a conclusão que sim.

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Ainda assim é impossível negar que a qualidade técnica do filme é de cair o queixo. É notório o efeito do avanço tecnológico, especialmente na computação gráfica dos dinossauros. As dinâmicas como conflitos ou cenas debaixo do mar são majestosas, e ganham uma dose extra de maestria quando se é visto no cinema (e em IMAX). O efeito de ver criaturas tão realistas e poderosas é trazer o espectador dentro de um mundo que ele acredita fielmente que é verdade.

Jurassic World 3: Domínio peca em insistir na mesma abordagem, previsível e repetitiva, voltada aos humanos e sua ganância, mas ganha pela sua qualidade visual. Deixando de lado perseguições e lutas genéricas, o filme pode oferecer uma pitada de saudosismo com cenas que nos remetem a elementos dos clássicos e uma dose divertida de luta de dinossauros.

Nota: 3/5

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