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CRÍTICA | Uma história de perseverança e coragem em “Kayara – A Princesa Inca”

Kayara – A Princesa Inca (2025) é um filme de animação peruana dirigida por César Zelada, que traz uma épica história de aventura do Império Inca e chega aos cinemas no Brasil neste 20 de fevereiro.

Ao longo de quase uma hora e meia, acompanhamos a jovem Kayara, que aos 16 anos sonha em ser a primeira mulher a se tornar uma Chasqui, a equipe dos lendários mensageiros do Imperador, responsáveis por levar convocações e mensagens de paz por todo o império. Os pré-requisitos são ser rápidos e resistentes, e nunca na história houve uma mulher Chasqui.

Durante a história, vemos Kayara desafiar as tradições da sociedade para alcançar seu sonho e também para defender o seu povo quando ela descobre que há muito mais perigos os rondando do que ela jamais imaginaria que houvesse e que esses perigos podem colocar em risco a existência de todo o seu povo.

O grande ponto forte do filme é a protagonista forte e determinada, que sofre riscos consideráveis e mesmo assim se força a seguir seu objetivo e enfrentar seus medos, tal qual Mulan, que é uma guerreira nos filmes da Disney. Kayara, que sequer é uma princesa de verdade, luta por empoderamento, por equidade de gênero, por transparência no governo, tudo isso sem desviar do foco da história, que é a retratação da cultura do Império Inca.

Todo o visual do filme é bem detalhado, com a arquitetura Inca, a natureza dos Andes, as cores nas roupas, até a cena em que as estrelas do céu brilham nos olhos de Kayara. Tudo isso junto de uma trilha sonora com músicas tradicionais peruanas, ajuda a contar uma história das raízes da cultura latino-americana antes da invasão europeia, que acabou dizimando milhões de pessoas e quase varrendo a cultura do mapa.

É uma animação para quem quer ver mais da cultura latina em tela, para quem quer ver a história de outro ponto de vista. É linda e delicada, tocando nos pontos certos e abordando o que é preciso, sem abordar um profundo romance ou um objetivo além da coletividade e perseverança de um povo.

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