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CRÍTICA | The Marvelous Mrs. Maisel passeia pelas décadas para contar o seu capítulo final

Desde a primeira temporada The Marvelous Mrs. Maisel tem a mensagem muito clara que trata sobre a falta de espaço, respeito, lugar e prestígio das mulheres na sociedade, mais precisamente na sociedade estadunidense, e para contar essa história Amy Sherman-Palladino e Daniel Palladino (criadores também de Gilmore Girls) estabelecem a história no final da década de 1950.

A quinta temporada já está em 1961, ela começa depois de um fim de quarta temporada em que Miriam Maisel se encontra sem rumo e com um aparente fim de carreira (como também foi o final das temporadas anteriores). Mas a sua última temporada já a levanta e faz a nossa protagonista alçar novos vôos.

A temporada final teve uma difícil missão de finalizar de maneira coerente diversos arcos que iniciou ao longo desses cinco anos (e conseguiu quase tudo), mas ela deixa também bem claro quem é a protagonista da história: Miriam Midge Maisel.

As quatro primeiras temporadas da série se passam linearmente ano após ano, porém a temporada final, em diversos momentos vemos os personagens no futuro, nas décadas de 1980 e 1990, já dando indícios do que teria acontecido na década de 1960, o tempo em que ainda se passa a maior parte dos episódios. Essa passagem de idas e vindas no tempo pode ter ficado confusa em alguns para o espectador menos atento, mas foi uma bela saída que a série achou para conseguir finalizar bem os arcos e suas tramas.

A comédia continua irreverente com um timming perfeito e as atuações excelentes, diria até que muitos estão melhores que nas temporadas passadas. Os personagens acrescidos também fizeram bastante sentido para a condução da trama, e cada episódio trazia o fechamento de algum ciclo, já nos dando aquele gosto que tudo estava perto do fim.

É difícil tratar de uma temporada final sem soltar spoilers, mas se você chegou aqui por que quer saber se vale a pena: vale.

O destino dado a Midge (Rachel Brosnahan) é espetacular, a série nos mostra que ela está longe de ser perfeita, mas ela segue o seu destino, mesmo que isso resulte em perdas significativas durante a sua caminhada. A Susie (Alex Borstein), que a cada temporada ganha mais destaque, foi uma das estrelas da season finale. Ela ganhou seu próprio caminho e até um episódio especialmente para a sua conclusão.

Os coadjuvantes mais próximos também ganham seus lugares de brilho nessa temporada. Tony Shalhoub, mais uma vez interpretando Abe Weissmann, rouba a cena toda vez que aparece na tela, um dos melhores atores do casting, e tem um tempo de tela digno para si e seu personagem. Já a mãe de Midge, Rose Weissmann (Marin Hinkle) não tem um final tão digno, e por mais que seja palpável a não evolução da personagem, nos deixa um gostinho amargo na boca.

Como destaque também temos Joel Maisel (Michael Zegen) que foi crescendo ao longo da série, e apesar do seu auge ser na quarta temporada, na temporada final também é fundamental para o desenrolar dos acontecimentos. Não podemos dizer que seu final seja tão digno, mas ainda assim é coerente com a sua caminhada.

The Marvelous Mrs. Maisel tem um maravilhoso final. Empolgante e divertido, como todo o seu caminho. A comédia termina de forma bem satisfatória, não é uma série que revolucionou a comédia, nem mesmo é uma série perfeita e sem falhas, mas consegue muito bem contar a sua história e trazer a sua reflexão para a tela. Sentiremos falta de acompanhar a caminhada e as piadas de Midge Maisel.

NOTA: 4,5/5

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