Ontem (28) estreou no catálogo da HBO Max trazendo uma nova roupagem do sucesso teen de 2010. Nada do que esperávamos receber, Pretty Little Liars: Um Novo Pecado não se limita a segredos e intrigas de adolescentes, em seus três primeiros episódios evidencia a ameaça de um serial killer em uma sequência de cenas que usam e abusam de referências a clássicos do horror, como Carrie, A Estranha e Halloween.
De início a série surpreende ao realizar uma conexão com duas gerações e as consequências de uma morte de 20 anos atrás. Além disso, no segundo o episódio a produção ainda tira um tempinho para realizar uma referência visual a primeira cena, estabelecendo assim, definitivamente, uma conexão direta com as duas histórias. No entanto, ainda é tudo muito nebuloso. A trama instiga com o mistério de segredos “meio” revelados, e nos faz criar teorias para preencher as lacunas criadas.

Pretty Little Liars: Um Novo Pecado flerta com terror mas ainda é uma série dramática. Logo, é possível enxergar com clareza que a produção tende a explorar mais os conflitos entre as adolescentes do que a ameaça instável que assassinou pelo menos três pessoas nos três primeiros episódios. Pelo menos até agora…
Um ponto muito positivo é que a trama não tenta enrolar o espectador e nos entrega muita coisa logo no começo. Não mede esforços ao criar ferramentas para prender nossa atenção. Seja no sentido mais técnico da série, que não deixa a desejar, ou na criação de uma rede de mistério e vingança que envolve as 5 protagonistas.
Ainda assim, por mais que a maioria das meninas tenham momentos ao sol durante seu desenvolvimento inicial, Bailee Madison (a nossa gravidinha) peca muito em sua performance. Sua atuação é engessada e o roteiro não ajuda com os diálogos igualmente vergonhosos. Sua reação diante a acontecimentos significativos é mínima e irreal. Quando se é preciso de mais drama a atriz deixa a desejar e nos entrega cara de paisagem.
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No entanto, conforme os episódios passam outros fatores da série nos fazem ser convencidos a embarcar na trama. Seja pela chuva de referências cinéfilas dada por Tabby (Chandler Kinney) ou na forma que as cenas são montadas e filmadas, nos remetendo a slashers e até mesmo clássicos do cinema preto e branco do horror. Fica claro que há uma mistura de elementos do cinema, porém com uma adição mais moderna a estas ferramentas.
Pretty Little Liars: Um Novo Pecado tem um começo promissor, entretém, é intrigante e ousado dentro da medida do possível. O melhor de tudo é que ele não tenta ser uma nova versão de PLL, pelo ao contrário, ele cria uma identidade original e nos faz gostar dela pela sua nova trama e não pelo saudosismo de algo que marcou uma geração de mentirosas.
Confira aqui nossa matéria sobre a série, o que é e o que você pode esperar!