ATENÇÃO: A crítica a seguir contém spoiler.
Que saudade daquela época em que eu chegava da escola, tomava um banho, almoçava, esperava o vídeo show e a novela da tarde terminar para apreciar mais uma reprise na Sessão da Tarde. Assisti o novo filme da Netflix com a minha família nesse final de semana e Feel The Beat reacendeu a chama do clichê pastelão que há tempos estava adormecida no meu coração. O texto a seguir está mais para um 3T Indica do que uma Crítica mesmo propriamente dita.
Dirigido por Elissa Down e com roteiro de Michael Armbruster em parceria com Shawn Ku. O filme conta a história de April Dibrina (interpretada por Sofia Carson), uma atriz de musical que tenta ao máximo possível alavancar sua carreira e conseguir um papel na tão sonhada Broadway, o que Ape não previa era que seus dias no hall da fama estavam contados.
Depois de tudo ter dado errado em Nova York, ela se vê tendo que regressar para New Hope, uma cidadezinha no interior de Wisconsin, apesar de querer esconder de seu pai que a vida não estava sendo lá essas coisas toda na cidade grande, mas Frank (interpretado por Enrico Colantoni) conhece bem a sua garotinha e seu pedido de volta para casa é mais uma ordem do que um simples desejo de rever a filha.

Carson deu adeus ao seu rostinho de princesinha da Disney e montou o maior carão para trazer April à vida, apesar de ter um coração muito bondoso, suas ambições a fizeram esquecer suas origens e focar apenas no sonho de um futuro brilhante e sem defeitos. April está à beira do abismo de sua vida e parece que nada é poderoso o suficiente para içar seu caminho de volta aos trilhos planejados.
Cidade pequena, todo mundo conhece sua história, em conjunto com a da sua família e seus antepassados, e em New Hope não seria diferente. April é praticamente uma estrela na cidade, sua saída para Nova York saiu no jornal local e na sua antiga escola de ballet, administrada pela Sra. Barb (interpretada por Donna Lynne Champlin), há fotos de toda sua trajetória.

New Hope é um tipo de cidade em que todos cuidam um dos outros e o significado de família é retratado durante o filme inteiro, não só aquela em que você não teve poder de escolha, mas também a que você cria com o decorrer do tempo e vai aprendendo a amar e moldar essas pessoas no seu cotidiano fazendo com que elas se tornem peças essenciais para definir quem você será futuramente.
Mesmo com sua vontade em permanecer invisível na sua estadia temporária, assim que chega na cidade, April já está sendo aguardada pelos conhecidos de Frank e ela acaba sendo obrigada a contar sua história de vida para as novas dançarinas da sua antiga escola de ballet.
April acaba tendo a oportunidade perfeita de ascender sua volta aos palcos e aceita o desafio de treinar a turma para a competição Dance, Dance, Dance; onde os jurados na etapa final eram as pessoas perfeitas para que ela pudesse mostrar o seu potencial depois do desastre que aconteceu em Nova York.

Atenção para o elenco infantil: essa galerinha derrete até o coração mais maltratado pela vida. O time é composto por Johanna Colón, Lidia Jewett, Shiloh Nelson e Shalee Mansfield. É engraçado como o apoio dos pais podem mudar até o desempenho das crianças em seus maiores desafios, e em New Hope toda a comunidade vestiu a camisa da competição e decidiu se empenhar para levar a cidade à vitória.
A trama e o plot da história são bem previsíveis, como era de se esperar, dramas desnecessários acontecem mas no final tudo acaba bem e como planejado. Se você está procurando um filme leve para passar o tempo, Feel The Beat tem a receita perfeita para o seu desejo.

Feel The Beat já está disponível no serviço de streaming da Netflix. Confira o trailer a seguir
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=hrzrcegbBEc]


Um comentário
Gente, a crítica foi muito detalhista mas não observa o essencial e que torna este filme um filme horrível: a protagonista é uma péssima pessoa. Egoísta (o próprio filme sabe disso, na cena em que ela derruba a produtora influente do palco, a pessoa que conduz o teste diz: “que pessoa egoísta seria capaz disso?!” E a produtora responde: “ela seria!”.
E ao longo de todo o filme só fica mais claro o quanto ninguém importa pra ela além dela mesma. Trata mal as crianças, e não melhora. Parece se comover um pouco na cena da chuva, já quase no final, mas continua tratando mal as crianças. Questões que poderiam der desenvolvidas como a surdez de uma das alunas e a adolescente difícil de outras não são desenvolvidas em prol de continuarmos acompanhando este que é uma das protagonistas mais megeras sem ser vilã que eu já vi.
Ela não melhora com o filme. Não aprende nada, não sofre retribuição da forma péssima que trata todos.
É impressionante que os roteiristas e produtores construam uma protagonista com estas características sem de preocupar que as crianças vão se espelhar nessa pessoa sem princípios, sem vergonha de der megera e egoísta.
Além disso, o filme trata a cidade pequena como caipiras alienados, valorizando um suposto cosmopolitismo da protagonistas que não a livra de ser a péssima pessoa que é!