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CRÍTICA | Bloodshot é live de video game ou só uma tentativa de filme de ação?

Estreou hoje (12) mais uma adaptação de quadrinhos e a promessa da vez foi com Bloodshot, estrelado por Vin Diesel como Ray Garrison, a primeira pessoa que sobrevive aos testes com os “nanites”, que são pequenos seres eletrônicos que ajudam na reconstrução de tecidos humanos, Elsa González como KT, uma ex soldada da marinha que perdeu completamente os pulmões e respira através de um implante impermeável a todos os tipos de gases, Sam Heughan é Jimmy Dalton, um super soldado que tem suas pernas substituídas por protótipos melhorados e fortes. A direção ficou a encargo de Davis S. F. Wilson (conhecido por seu trabalho em Vingadores: Era de Ultron), na produção temos nomes como Neal H. Moritz (conhecido por ser produtor executivo de Velozes e Furiosos, produtor em Fúria em Alto Mar e R.I.P.D – Agentes do Além)Toby Jaffe (conhecido por seu trabalho de produção em O Vingador do Futuro, Um Tira Muito Suspeito), Dinesh Shamdasani e o próprio Vin Diesel.

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A premissa inicial do filme é bem interessante, conhecemos Ray, um soldado que acabou de ser assassinado e acorda subitamente em um laboratório desconhecido. Seu primeiro contato é com KT e o grande inventor dos ‘nanites’, Dr. Emil Harting (interpretado por Guy Pearce). Ray não lembra de nada do que aconteceu antes de acordar naquela mesa fria e começa aos poucos a ser introduzido as mudanças pelas quais seu corpo passou.

Acredito que Ray Garrison teria passado uma influência mais forte e dinâmica se não tivesse sido interpretado por Vin Diesel, algumas cenas que deveriam expor fortes emoções são bem patéticas, regada de choro forçado caretas olhando para o chão. O personagem de Sam Heughan é bastante aleatório, no começo ele parece ser o vilão da história toda e parece que vai ser um calo na vida de Garisson, mas ele acaba sendo só um cara com muita autoconfiança, egoísta e sem filtro.

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Depois que Ray conhece o laboratório e seus companheiros, ele não acredita no que está acontecendo mas aos poucos suas memórias vão retornando e o ódio que ele sentiu pelo seu assassinato aflora novamente e o transforma em uma máquina de matar, seu único objetivo é matar a pessoa que machucou a pessoa que ele ama e o matou.

O CGI inserido nas cenas de luta é tão exagerado que dá a impressão de que estamos assistindo a live de um vídeo game e não um filme de ação no cinema, mas apesar disso, as cenas são bem coreografadas e a trilha sonora faz toda a diferença nos momentos de tensão.

Minha grande surpresa durante a trama foi a aparição de Lamorne Morris como Wilfred Wigans, um programador extremamente inteligente e sarcástico. Diferente do Wigans dos quadrinhos, Morris deu vida ao suporte necessário para o super herói, seu maior poder era ficar nos bastidores tentando, de todas as formas, fazer com que seu lado seja o vencedor.

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Bloodshot lançou hoje (12) nos cinemas brasileiros. Confira o trailer

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=H-wkvQZGhoU]

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