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CRÍTICA | Esquadrão 6 é uma versão sangrenta à la Kill Bill

Lançou nessa sexta-feira (13), mais um filme de explosão e ação na Netflix e é apenas a isso que se resume toda a trama de Esquadrão 6.

Aviso: pode conter spoiler.

Michael Bay usou um orçamento de 150 milhões de dólares e toda a sua experiência, advinda de Transformers, para dirigir praticamente um cubo mágico de histórias proibidas para menores de 18 anos. Apesar de a promessa do trailer de lançamento ter sido: ação, explosão, mais ação e talvez um pouco de mistério; a película não teve nenhum plot revelador que te faz criar vínculo com os personagens.

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Primeiro de tudo: várias histórias são reveladas no decorrer do tempo em que os 6 integrantes da “trupe dos fantasmas” estão juntos, e boa parte ou não tem um desfecho, ou não tem objetivo de terem sido reveladas ou são completamente esquecidas (sinto muito Número 5 ).

Vamos ao contexto principal: Nenhum dos integrantes revelam seus respectivos nomes, para evitar qualquer tipo de laço afetivo e para proteção durante as missões, então temos Números ordenados de acordo com a ordem de recrutamento. O Número 1 (Ryan Reynolds), é um bilionário que cansou de confiar no Governo e decide começar a fazer justiça com suas próprias mãos, magicamente ele vai encontrando cada um dos participantes dos Fantasmas e com 2 horas e 8 minutos de filme não temos uma explicação para o processo de seleção dessas pessoas, elas simplesmente aparecem e a gente aceita porquê estamos muito preocupados com cada explosão ou cenas de escalada em prédios que ocorrem a cada piscar de olho. Minha expectativa era a de poder compreender de onde cada Número veio e qual assombração ele carrega, enquanto as explosões aconteciam e as missões eram resolvidas, mas fui decepcionada.

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O número 6, interpretado por Dave Franco, é o motorista e tanto o personagem quanto o ator foram uma forma de participação especial. A número 5 (Adria Arjona), é uma espécie de médica com passado desconhecido e bastante ágil com armas e tecnologia. O número 4 (Ben Hardy), é conhecido como “o cara do parkour” e é um dos principais promotores das cenas mais insanas, segundo entrevista concedida ao site americano Metro, Hardy passou por um treinamento intenso antes do início das filmagens, tanto psicológico, quanto fisicamente e apesar do medo ele realmente fez algumas das cenas sem usar dublê.

Florence's Duomo in 6 Underground

O número 3 (Manuel Garcia), é o matador do time e sua história é a abordada com mais detalhes fraternais o que acaba dando ao personagem um lado mais humano aos olhos dos litros de sangue que ele deixa por onde passa. O número 7 (Corey Hawkins), é o operador, ele vem de uma longa jornada do exército, e mesmo já afastado da força tarefa é assombrado constantemente por suas ações em campo.

O grupo, apesar de ter muita experiência individual, é completamente amador em trabalho de campo e isso torna a única missão praticamente impossível. A interação entre os personagens, inicialmente, é um pouco fria mas vai se resolvendo até o desfecho, o que é um processo bem peculiar, engraçado e emocionante de se acompanhar. O clichê de “romance na firma” acontece da maneira mais banal e sem sentido possível mas nada que não dê para suportar.

Adicionando à problemática: temos uma cronologia que torna alguns momentos confusos e desnecessários, é possível entender em qual momento da vida dos Fantasmas começou a dar tudo errado e morrer parecia ser a maneira mais fácil de viver, porém não se sabe em que momento ao certo está ocorrendo os fatos.

Preciso deixar registrado aqui a minha admiração pela Mélanie Laurent, que interpreta a Número 2, não tinha melhor pessoa para interpretar uma espiã desertora da CIA. Absolutamente tudo que ela faz parece uma obra de arte e poder ver o quanto seu personagem é forte, desenrolado, desapegado e acima de tudo sensível (e com o adicional de escutá-la falando francês nos momentos de desespero) é simplesmente brilhante.

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As músicas e os efeitos especiais do filme inteiro são ridiculamente bons, porém exagerados em alguns momentos e acaba deixando a seriedade que deveria transparecer, em determinadas cenas, completamente de lado, o resultado é uma sequência muito boa com uma piada ruim como conclusão (bem típico Deadpool), o que me incomodou bastante no início porquê esperava que Reynolds fosse sair do seu padrão de fazer comentários sarcásticos para preencher vazio de cena, mas não, continuamos com o previsível. Apesar de tudo isso, você acaba acostumando com o ritmo no qual a história flui e não incomoda mais o fato que no quesito de ser sério, Esquadrão 6, não tem quase nada.

Em suma, é possível que haja uma sequência com mais uns 8 caras malvados que fazem do mundo um lugar pior e talvez a esperança de um desfecho para o que ficou em aberto.

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