Em 1998 Hollywood uniu Sandra Bullock e Nicole Kidman para serem irmãs bruxas em Da Magia à Sedução (Practical Magic). 28 anos depois elas retornam, mas dessa vez passando o bastão para Maisie Williams e, principalmente, Joey King que vive a personagem central do longa.
O filme dos anos 90 é baseado no livro homônimo. A sequência de 2026 adapta o quarto livro da saga: The Book of Magic. O gap entre o lançamento dos filmes acompanha o intervalo de lançamento das obras literárias, a primeira publicada em 1995 e a mais recente, em 2021.
Em Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor, a família Owens continua amaldiçoada, não podendo amar nenhum homem. As três gerações da família se empenham para quebrar o feitiço, porém também precisam enfrentar perigos inesperados que trazem o passado da família à tona.
Da Magia à Sedução ganha uma nova geração de bruxas
O filme tenta repetir seu charme noventista, ao mesmo tempo em que moderniza o caminho. Essa lógica reflete bem a transição geracional entre a dupla veterana e as novas bruxas. Um artifício muito bem utilizado nessa lógica é a trilha sonora, o filme inicia com a trilha do filme original, mas com o decorrer da trama nos joga na nova geração, como destaque Olivia Rodrigo.
Joey King não tem o mesmo encanto de Sandra Bullock e Nicole Kidman
Mas nem tudo funciona, a parte da ‘sedução’ no título veio apenas na tradução para o português, mas funciona muito bem olhando para a obra e as protagonistas originais. Porém isso enfraquece na sequência. Joey King é uma boa atriz e entrega tudo que seu papel pede, mas é inegável que ela não tem o carisma e muito menos o sex appeal de Bullock e Kidman.

Uma aventura de bruxas com espírito de Busca Implacável
Quanto a história do filme. Diferente da obra de 1998, que segue uma trilha mais investigativa, Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor vai para um caminho “Busca Implacável” com bruxas. Mas no fundo, o objetivo das protagonistas não é tão diferente: conseguir o seu direito de se apaixonar. E, também, durante o percurso elas trabalham sua cumplicidade e amor próprio.
A direção de uma mulher, no caso Susanne Bier (Bird Box), impulsionou ainda mais as personagens. Os papéis dos homens nessa sequência são bem específicos e provavelmente a melhor coisa que a história traz. Não vou desenvolverei mais sobre isso para não cair nos spoilers, mas posso afirmar que o destaque e a força da obra continua nas mulheres.

Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor vale a pena?
Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor está longe de ser uma grande obra, mas também não deixa a desejar. Ela fica ali no meio termo, entrando na categoria de filmes de noite do final de semana para rir e se emocionar com a pessoa amada ou com a família. Talvez por nostalgia, ou por uma questão de elenco, a sequência não atinge a magia (perdão pelo trocadilho) da obra noventista.
NOTA : 3/5








