Com a estreia no Brasil programada para o dia 27 de fevereiro no Prime Video, o k-drama de fantasia Island foi lançado pela TVING no fim do ano passado e divido em duas partes, sendo a parte final lançada nesta próxima sexta-feira (24) na Coreia do Sul. Com um elenco de estrelas e uma história intensa, o drama aposta em uma trama de vidas passadas, demônios e exorcismos.
Ambientada na Ilha de Jeju, Island conta a história de Won Mi-Ho (Lee Da-Hee), uma herdeira poderosa e muito mal vista pela mídia. Após uma polêmica, a jovem sai de Seul e vai para o litoral a procura de um retiro e limpeza de imagem. No entanto, logo quando pisa os pés para fora do aeroporto é surpreendida com ataque de um demônio, e essa não seria a última vez. Sua sorte foi de que um homem misterioso chamado Van (Kim Nam-Gil) apareceu para salvá-la. A história avança a medida que o padre Johan (Cha Eun-Woo) é mandado para a Ilha afim de investigar o que está acontecendo ali.

Os 6 episódios de 1 hora de duração aproximadamente desenvolvem uma trama que flerta com o terror da desconfiança e do trash, afinal ninguém saberia quem seria o próximo demônio ou quem seria o próximo a morrer. Apesar de não causar susto, a ambientação é regada de elementos do horror, há perigo iminente, fugas, duelos e embates mortais.
O lado bom do k-drama é que ele não se leva tanto a sério quando falamos de sua ação. O lado trash se sobressai aqui. Como a história é regada de uma fantasia absurda, tudo que gira em torno dentro desse tópico também ganha uma proporção absurda. Como uma luta contra uma árvore do mal ou um padre com espada mágica. A magia disso tudo vem através da imersão na história, porque senão fosse por ela não conseguiríamos engolir todo aquele inacreditável.
A trama principal traça esta descoberta do espectador em conjunto com a protagonista em entender o que está acontecendo naquele local. As lendas são apresentadas conforme a história se desenvolve e o mistério aumenta. Durante os episódios somos apresentados a um fio narrativo que é ligado desde milênios atrás, unindo os personagens principais a um propósito do presente: proteger a terra dos demônios.

Ainda assim, o drama não se limita a isso. Ao passo que a ligação entre Van e Mi-Ho tende a crescer, sub tramas são inseridas. O k-drama aborda uma história de relacionamento abusivo com muita responsabilidade, transformando em uma alerta a quem assiste. Além de, também, inserir com mais afinco a história do padre Johan, que teve um passado sofrido e está em busca de seu irmão.
Enquanto, Kim Nam-Gil se mantém inerte em um papel de bad boy-silencioso-misterioso, sendo responsável pela parte histórica do drama (com flashbacks e reencarnações), Lee Da-Hee é uma mulher que aparenta incialmente ser superficial mas que evolui para uma personagem complexa e instigante. Os dois preenchem polos bem distintos, e meu incômodo se dá pela falta de convencimento dentro desta primeira parte de que eles tem uma história intensa de vidas passadas.

Já Cha Eun-Woo surpreende com seu desempenho e muito! Acostumado a estrelar produções mais leves e teens, o idol integrante do boy group ASTRO mostrou uma nova faceta nesta produção. Contrariando aqueles que diziam que ele se apoiava num rosto bonito, o ator conseguiu impactar com cenas de exorcismo, emocionar no drama, entregar leveza com seu humor singelo e até mesmo surpreender com seu italiano impecável.
Island é um drama que conseguiu construir uma história sólida, intensa e com bastantes plot twists irreverentes. No entanto, sua primeira parte causa um amargor pelo fato de que quando acaba o episódio 6 há mais perguntas em aberto do que respostas. Isso instaura o medo de que os próximos episódios não podem ser suficientes para concluir a trama. E se, por ventura, acabar incompleto pode se tornar uma obra decepcionante.
Nota: 3,5/5
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