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CRÍTICA | “Samaritano” é uma tentativa frustrada de uma nova ótica dos super-heróis

Com uma carreira repleta de filmes de ação que marcaram gerações, Sylvester Stallone se aventura aos 76 anos em uma aventura heroica em Samaritano, novo longa Amazon Original.

Com a popularização do gênero acaba sendo inevitável surgir histórias que exploram lados diferentes da mesma moeda. E é isso que Samaritano tenta fazer, trazer uma nova visão dos super-heróis no mundo real, como seus dilemas pessoais afetam uma comunidade e, principalmente, como a linha entre o bem e mal é bem fina. Bem, ele tenta fazer isso.

Samaritano: conheça o filme de super-herói com Sylvester Stallone - Vigília  Nerd

Em Samaritano, Sam Cleary (Javon “Wanna” Walton) é um menino de 13 anos que suspeita que seu misterioso e recluso vizinho Sr. Smith (Sylvester Stallone) é na verdade um super-herói dado como morto anos atrás. A maioria acredita que o Samaritano morreu no incêndio ao brigar com seu irmão gêmeo Nemesis, mas alguns na cidade, como Sam, têm esperança de que ele ainda esteja vivo. Com o crime em ascensão e a cidade à beira do caos, Sam assume como missão persuadir seu vizinho a sair do esconderijo para salvar a cidade da ruína.

A escolha de começar o filme com um storytelling animado encaminha o espectador para uma história que precisa da crença dele no impossível para fazer dar certo, e de certo modo ele consegue. A introdução é bem característica do gênero de super-heróis e agrada a quem gosta do estilo mais sombrio e dramático dessas histórias.

Samaritano: Super-herói de Stallone ganha trailer

No entanto ao longo de suas 1h 42min de duração, Samaritano não surpreende nem impressiona. Ele pode entreter, principalmente os fãs de Stallone que podem ver o ator na ativa, mas ele não se faz grande o suficiente para a história que ele quer contar. Os momentos de picos de adrenalina, com lutas e intensos confrontos, são engessados e não condizem com a proposta “super” do filme. São de fato um eterno “quase lá”, um pouco decepcionante.

Tudo que gira ao redor desse filme carrega essa mesma sensação de que poderia ter sido melhor e maior, ainda mais quando a gente passa a inevitavelmente comparar o protagonista com a versão mais velha e desacreditada do Batman. Os efeitos especiais se assemelham a jogos de PlayStation 2, a história é inconstante e insuficiente para criar conexão com os personagens e as reações do núcleo de vilões são excessivamente exageradas.

A grande reviravolta da história consegue ser descoberta antes dos primeiros 20 minutos do filme. Ainda que previsível, Stallone consegue criar uma dinâmica com Walton que garante momentos dramáticos e emocionantes. Piegas e cheia de clichê, do jeito que o gênero do filme implora para ser, a conclusão consegue finalizar bem uma história mediana.

Nota: 2,5/5

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