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3T INDICA | 6 histórias para fazer você ficar do lado das ladras

Se você é do tipo de pessoa que procura sempre ver os dois lados da história, esse post é para você. Tá! Talvez a empatia com os menos favorecidos não seja a peça central de todas essas produções, mas a tentação que quase obriga o ser humano a fantasiar sobre estar do lado “errado” da sociedade é e sempre será um dos recursos mais rentáveis e, portanto, mais reutilizáveis por Hollywood. Quer dizer, às vezes é divertido se imaginar com aquelas bolsas chiques lotadas de dinheiro, enrolado num casaco de pele, na cobertura de um hotel caríssimo, enquanto derrama champanhe no carpete ao som de “Money” da Cardi B após um assalto com sua melhor amiga (ou sou só eu que imagino isso????).

Mas bem, já que todos nós possuímos juízo (ou não), que vivamos da fantasia e empatia para com os à margem da sociedade (ou nem tão à margem assim) que o cinema e os streamings nos apresentam.

As mulheres más sempre são as mais interessantes rs.

As Viúvas (2018)

Direção: Steve McQueen (12 Anos de Escravidão)

Duração: 2 horas e 8 minutos

Disponível no TELECINE

Sinopse: após o assalto frustrado que terminou com Harry Rawlins (Liam Neeson, sim, o de Busca Implacável) e sua gangue mortos pelas mãos da polícia, sua esposa, Veronica Rawlins (Viola talento&premiações Davis), acabando levando a responsabilidade pelo retorno da quantia roubada e queimada no trágico acidente. Enquanto lida com o luto e procura uma forma de reaver a quantia, Veronica descobre o caderno de anotações de Harry, o qual explica em detalhes o funcionamento do seu próximo roubo. A viúva, na companhia das outras viúvas daqueles que morreram no acidente, decide realizar o assalto, para se livrar de suas dívidas e homenagear o ex-marido.

Um filme com a Viola Davis no elenco só poderia trazer um monte de prêmios, né? Então nem vou detalhar o BAFTA e os Critic’s Choice Awards conquistados. Essa história baseada na série de 1983 (a qual não necessita ser assistida antes do filme) e no livro (ambos de mesmo nome) lançado pela autora da série, Lynda La Plante, um tempo depois é bastante envolvente. A atuação de Viola fornece uma personagem fria, durona e implacável em seus objetivos, fazendo o espectador crer que uma dona de casa rica que anda por aí com um cachorrinho realmente conseguiria realizar um assalto. Apesar de este autor que vos fala ter achado o livro melhor, o filme não merece nada menos do que “0 defeitos”!

Inclusive, temos crítica desse filme aqui no site. Leia clicando aqui.

Um grupo poderoso de mulheres poderosas aliado a um dos melhores elencos dos últimos anos.

Good Girls (2018)

Criação: Jenna Bans (Desperate Housewives)

Duração: até o momento, 3 temporadas com episódios de 43 minutos

Disponível na Netflix

Sinopse: Elizabeth Boland (a INCRÍVEL Christina Hendricks, de Mad Men), sua irmã Annie Marks (quem lembra da Mae Whitman em As Vantagens de Ser Invisível?) e a amiga delas Ruby Hill (Retta) são três mães de família lidando com problemas maternais e financeiros. Exaustas de perceberem vez após outra que só podem contar com elas mesmas para “sair do buraco”, as três decidem planejar um assalto a um supermercado. O problema é que o plano bem sucedido das três as joga dentro de um esquema muito mais perigoso do que imaginavam.

Essa divertidíssima comédia dramática estrelando Christina (aham, somos íntimos nesse nível) trás uma das melhores performances que já vi na Netflix inteira. Todos os carões e olhares da atriz me deixam arrepiado! Além disso, as formas engraçadíssimas e sérias de abordar questões complexas como crimes e a maternidade são muito, muito bem feitas. Essa série é perfeita pra você que acha que roubar um mercadinho e usar o dinheiro pra desaparecer em alguma ilha da Polinésia é algo fácil, simples e sem consequências. Sim, meu plano de assaltar um mercadinho e desaparecer em alguma ilha da Polinésia foi frustrado antes mesmo de ser concebido.

8 Mulheres e Um Segredo (2018)

Direção: Gary Ross (Jogos Vorazes)

Duração: 1 hora e 51 minutos

Disponível na HBO GO e no TELECINE

Sinopse: assim que sai da prisão, Debbie Ocean (o nome é familiar?), interpretada pela dona do mundo Sandra Bullock, contata sua ex-parceira Lou (Cate perfeita Blanchett) para elaborar um plano de assalto ao colar de diamantes da Cartier. Para isso, Debbie e Lou reúnem uma equipe de 8 mulheres para realizar o roubo, incluindo Nine Ball (IT’S THE FUC**** RIHANNA!!!!), Amita (Mindy Kalling, de The Office), Constance (Awkwafina), Rose (Helena Boham Carter), Tammy (Sarah talento Paulson, sim, a de AHS) e Daphne Kluger (Anne Hathaway).

Depois de listar esse elenco, preciso dizer mais alguma coisa?? Esse é o principal motivo de ver o filme, porém, o fato de ser uma homenagem/reformulação/continuação da trilogia 11 Homens e Um Segredo é, também, um dos pilares motivacionais aqui. A dinâmica entre as atrizes é muito divertida, o que faz o filme também ser divertido, engraçado e até um pouco original. Mas o caráter “homenageativo” tá ali, principalmente pelas cenas gravadas e editadas para se parecerem com as cenas icônicas da trilogia original que South Park até parodiou.

Rihanna, conte comigo para tudo! Rompompompom!!!

https://youtube.com/watch?v=4B4UR1N_HtA

Orange Is The New Black (2013)

Criação: Jenji Kohan (Weeds)

Duração: 7 temporadas com episódios que vão de 50 minutos a 1 hora e meia

Disponível na Netflix

Sinopse: essa série baseada em uma história real (mas provavelmente bem menos engraçada) acompanha a história de Piper Chapman (Taylor Schilling), uma ex-traficante de drogas (ou melhor, ex-namorada de uma traficante de drogas que pediu para ela transportar uma maleta) que decide passar pelo sistema penitenciário para se retratar com a sociedade. Condenada a 15 meses de pena, Piper conhece figuras criminosas (outras nem tanto) das mais insanas às mais engraçadas e tristes, além de confrontar seu passado na Penitenciária Feminina de Litchfield.

Os um milhão de prêmios que a queridinha da Netflix arrecadou precocemente é um motivo bem forte para você assistir à essa aula de como fazer uma dramédia (drama com comédia) emocionante, engraçadíssima e fod* pra caralh*! As situações ao mesmo tempo hilariantes, melancólicas e, juro por Deus, inimagináveis que os roteiristas dessa série criaram para dentro de uma prisão são, perdoe a piada ruim, fora de série. Continua sendo, de longe, uma das melhores e mais atuais produções que o streaming oferece, mesmo depois de tantos anos após seu lançamento e término.

And yooooooou’ve got tiiiiiiiiiiiiiiiiime!!!!!!

O Homem nas Trevas (2016)

Direção: Fede (sem trocadilhos ruins, por favor) Alvarez (A Morte do Demônio – 2013)

Duração: 1 hora e 28 minutos

Disponível na Netflix e Globo Play

Sinopse: Money (Daniel Zovatto), Alex (Dylan Minnette) e Rocky (Jane Levy) são três assaltantes que ganham a vida furtando casas vazias que possuem o sistema de segurança oferecido pelo pai de Alex (put* sacanagem, bicho). Um dia, eles descobrem a oportunidade perfeita: roubar um cara cego que recebeu uma fortuna como indenização após perder a filha em um acidente de carro. Quando entram na casa, logo descobrem que a vítima não era tão frágil e ingênua como pensavam. Agora, presos na casa e sendo perseguidos pelos cenários mais escuros, os três jovens assaltantes lutarão para sair de lá vivos.

Essa é a produção mais diferentona da lista. Enquanto as outras investem em uma comédia misturada com drama/ação em um ambiente colorido, Fede Alvarez (não somos tão íntimos) cria uma atmosfera sufocante, silenciosa e escura para fazer você, jovem (ou não) leitor encolher na cadeira a qualquer sinal de barulho com esse terror/suspense que não te deixa respirar (não resisti ao trocadilho hihi) em nenhum minuto! O ambiente claustrofóbico da casa é de agonizar qualquer um, ainda mais quando se tem um maluco armado te perseguindo e você não tem para onde correr.

Um dos filmes mais angustiantes de 2016, desses em que os caçadores se tornam a caça!

As Golpistas (2019)

Direção: Lorene Sacafaria (Coherence, baita ficção científica totalmente desconhecida)

Duração: 1 hora e 44 minutos

Disponível na Amazon Prime Video

Sinopse: baseado em uma histórica verídica, As Golpistas relata uma entrevista realizada pela repórter da New York Magazine Elizabeth (Julia Stiles, de 10 Coisas que Odeio em Você) com a ex-stripper Destiny (Constance Wu), a qual conta como começou a trabalhar como stripper, como conheceu Ramona (Jennifer fuc**** Lopez) e como, juntas, conseguiram dopar homens para gastar milhares de dólares em clubes de strip tease durante a crise de 2008 que abalou Wall Street.

Essa é a produção que mais causa problemas de moralidade e joga as ações das personagens de “compreensíveis” para “insanas” lenta e dubiamente. A dor de cabeça por refletir sobre as escolhas delas é bem, beeeeeeeem legal. O elenco aqui é quase tão poderoso quanto o de As Viúvas: Jennifer Lopez e Constance Wu estão estupendas, interpretando mulheres fortes fazendo o que podem para sobreviver em um mundo decadente e, ao mesmo tempo, empoderador. Fora elas, ainda temos a Lizzo, Cardi B, Lili Reinheart (me recuso a citar Chernodale como referência pra ela, então cito Chemical Hearts), Keke Palmer (True Jackson VP, sim, da Nickelodeon) e Madeline Brewer (The Handmaid’s Tale).

Jennifer Lopez merecia pelo menos uma indicação ao Oscar SIM! Quem discordar, toma duas colherzinhas de água sanitária.

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