Na domingo passado (05), um novo drama tailandês entrou para o catálogo da Netflix. “De A a F” traz como temática principal o ambiente escolar, mas com um crítica mais profunda do que a superficialidade de brigas de garotas no ensino médio.
Logo no começo do primeiro episódio podemos notar qual vai ser o ritmo e o tom do drama. Podemos conhecer a sistemática de um dos melhores colégios da região. Nesta história as alunas são classificadas por suas notas, comportamento e reputação em um ranking, onde as 16 melhores fazem parte da “turma A”, com privilégios (desde melhores instalações a melhores comidas e também melhor ensino) e o restante do ranking se aloca em turmas que vão até a letra “F”, diminuindo a gama de privilégios conforme sua colocação.
Até aí, você pode até pensar que é justo, uma forma de recompensar quem se dedica mais, certo? ERRADO. É possível notar o quanto esse sistema é falho e como ele trata de maneira desvantajosa as alunas, como eu disse o privilégio também se estende a comida, ou seja, mesmo que você pague a mesma mensalidade você não come e nem dorme nas mesmas condições que as da “turma A”.
Como eu também já disse previamente, as notas não são a única forma que o ranking é criado, a reputação também conta muito, então espere filhas de pessoas importantes na “turma A”. Agora não parece mais tão justo assim, não é? Se você for mais a fundo, podemos até levar essa dinâmica para a vida real, acaba se tornando uma crítica social bem válida.

No entanto a história não se tornaria instigante se justiceiros não existissem. As “ovelhas negras” são um grupo de meninas que lutam contra o sistema do colégio e procuram a igualdade no tratamento entre todas as alunas, sem privilégio que as distanciem tanto uma das outras, ou que as privem de uma qualidade de vida melhor, até porque todas pagam a mesma mensalidade (vale lembrar disso).
O primeiro episódio, com um pouco mais de 50 minutos, consegue explorar as personalidades das personagens principais e criar vínculos entre elas, mostrando com bastante nitidez a distinção que ocorre no colégio, entre elas promovida pelo sistema. Além disso, a pressão que os alunos sofrem em manter sempre boas notas e o descuido com a saúde mental são tópicos que até o momento foram inseridos com bastante responsabilidade e clareza.
Além disso, o drama ainda consegue deixar no ar uma indagação intrigante: o que essas adolescentes são capazes de fazer para se manter na/voltar para a “turma A”? Será que podemos esperar alguns incidentes criminosos? Eu honestamente não sei, a única coisa que eu tenho certeza é de que eu definitivamente vou continuar acompanhando para descobrir a onde isso tudo vai dar.
Assumo que ao adicionar o drama na minha lista não esperava que fosse desse naipe e que eu poderia ficar tão imersa na história. O lado ruim disso tudo é que será apenas 1 episódio semanal, sendo atualizado na Netflix, toda segunda. É previsto que tenha ao todo 13 episódios.
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