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PRIMEIRAS IMPRESSÕES | Será que ‘Stargirl’ vai se destacar dentre as séries de super-heróis?

A nova série da DC Universe estreou na última segunda (18), levando os fãs acompanhar o início da história de Stargirl, além de também inundar os fãs dos quadrinhos em uma nostalgia com a Sociedade da Justiça da América.

Stargirl conta a história de Courtney Whitmore (Brec Bassinger), uma adolescente que acaba tendo que se mudar contra sua vontade para uma nova cidade, depois que sua mãe se casa novamente. Courtney acaba descobrindo que seu padrasto, Pat Dugan (Luke Wilson), costumava ser Stripesy (F.A.I.X.A), o braço direito do herói Starman (Joel McHale).

Logo no início do episódio, quando há uma batalha épica entre heróis e vilões, o espectador é consumido por um sentimento nostálgico. Assistir a Sociedade da Justiça da América em ação faz com que este sentimento venha à tona, tanto em seus uniformes clássicos e fiéis aos quadrinhos, quanto na desenvoltura da batalha e o estilo que é feita.

A cena inteira remete a um filme dos anos 80 (só que aprimorado), e não digo isso como uma ofensa e sim como um elogio, a desenvoltura e até as cores faz com que aquilo tenha a essência mais pura de uma produção de super-heróis.

Definitivamente foi um ótimo começo de série, exceto por um humor um tanto forçado protagonizado por Joel McHale. O ator deixa a sensação de que não consegue se desvencilhar da sua veia cômica bem específica e deixou uma assinatura que podia ter sido dispensada.

O decorrer do episódio é bem agradável de assistir, por mais que a trama se encaminhe de modo como subjugasse a inteligência do espectador, ainda se torna um bom divertimento no fim das contas.

Há inúmeros easter-eggs ao longo do episódio piloto, como a foto em que o time de heróis da era de ouro dos quadrinhos está reunido, o caminhão de mudança “Action Movers” que remete ao selo “Action Comics”, ou até mesmo a foto da irmã de Geoff Johns, que aparece no início, servindo de homenagem aquela que o inspirou a criar a heroína.

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Os personagens são bem desenvolvidos no primeiro episódio, fazendo com que tenhamos uma certa dimensão de cada personalidade e background, além de manter também o interesse pelo que há de vir.

O cenário escolhido, a cidade fictícia de Blue Valley, foi um ótimo adendo a atmosfera da série. Tudo nela gira em torno de um ambiente propício a história em quadrinhos da era de ouro, o que contribui com a sensação de nostalgia que mencionei no começo do texto.

A escolha de Brec Bassinger para viver a protagonista, até o momento, mostra ser uma ótima decisão. A atriz é revestida de carisma, a doçura de uma típica adolescente que irá ter sua vida virada de cabeça pra baixo e a garra de uma futura heroína. Estou com grandes expectativas para o seu desempenho durante a temporada.

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Dito tudo isso, com base apenas no primeiro episódio, enfatizo que a série pode se destacar, os elementos que a rodeiam fazem com que seja propício a isso. Caso a história tenha os devidos cuidados e a atenção necessária tanto em sua trama quanto na elaboração das lutas heroicas, Stargirl pode continuar a abrir um novo leque de séries de personagens ainda não explorados pela DC nas produções live actions.

É preciso manter em mente que a série é voltada para o publico juvenil, então não espere uma série como Patrulha do Destino ou Monstro do Pântano. Por mais que haja vilões e lutas, o clima da série se assemelha com as da CW.

Stargirl está sendo exibida semanalmente pelo streaming da DC Universe, porém infelizmente ainda não está disponível no Brasil. No entanto a série também será exibida e distribuída pela CW, emissora responsável por diversas outras séries da DC, como Flash, Supergirl e Batwoman, logo é possível esperar que Stargirl também seja exibida na Warner Brasil, já que as outras também são. Nos resta esperar o anúncio oficial.

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