“Nosso Destino” é o recém lançamento da Netflix, estrelado por Jo Bo-Ah e RoWoon, que une comédia romântica, drama, reencarnação, doença terminal, serial killer e um monte de outras firulas em seus 16 episódios. O k-drama foi construído em cima de uma narrativa confusa, que buscava com anseio uma identidade até os minutos finais.
O k-drama conta a história de Lee Hong-Jo (Jo Bo-Ah), uma servidora pública que acaba sendo a chave para descobrir como acabar com a maldição geracional que aflige o advogado muito bem sucedido, Jang Shin-Yu (Ro Woon), que sofre uma doença misteriosa e terminal.

Um dos maiores defeitos de “Nosso Destino” é como ele não sabe introduzir nenhum tópico que ele se propõe abordar. Além disso! Não sabe introduzir nem desenvolver, já que ao observá-lo em um panorama geral, percebemos alguns plots que foram esquecidos por muito tempo e relembrados de forma frívola ou apenas para preencher lacunas em episódios que eram longos demais para a capacidade criativa do roteirista No Ji-Sul.
Algo que acontece bem no início, e já faz boa parte do público ficar confuso e não conseguir se conectar com a história, é o plot da poção do amor. Afinal, existiu ou não? Por que Jang Shin-Yu mudou de atitude tão abruptamente? Já que ainda nesta fase inicial ele ainda não se lembrava das vidas passadas… Esses e mais outras dezenas de questionamentos pairam no ar enquanto o espectador assiste os intermináveis e cansativos episódios. O que dá a entender é que o roteirista mudou de opinião acerca da construção narrativa pelo menos umas 5 vezes durante a exibição do drama.

O que mais me entristeceu ao assistir “Nosso Destino” foi o desempenho de RoWoon como protagonista da trama. Com alguém que já viu todos os trabalhos do ator, foi fácil chegar a conclusão que ele definitivamente não se encaixa no clichê do ricaço frio dos dramas. Engessado e nada natural, o ator só se sobressaia em momentos mais descontraídos e leves do seu personagem. Ainda assim, vale ressaltar que o momento em que o drama foi exigido de si, nos episódios finais, o ator não deixou a desejar.
Essa atribuição negativa se estende aos demais personagens. Não há absolutamente NENHUM personagem capaz de gerar empatia e apego. Todos são tão irritantes, mal escritos, inconvenientes ao ponto em que todo escape da história principal era uma tortura. E até mesmo na história principal não havia um alivio. Já que a protagonista é totalmente sem carisma e agia feito uma adolescente de 30 anos, o vilão só sabia se comunicar esbugalhando seus olhos e os coadjuvantes da prefeitura eram vergonhosos. Talvez, a única personagem que realmente foi um respiro foi a mãe do protagonista masculino, vivida pela Jung Hye-Young.

“Nosso Destino” entrou para a lista dos piores doramas que vi no ano de 2023. Nem as meia dúzias de cenas fofas e engraçadas conseguiram me convencer que a direção desse drama fez um bom trabalho.
Extremamente poluído narrativamente, com inúmeros clichês de dramas em uma tentativa desesperada de manter a audiência, ele foi incongruente e inconsistente. Seu excesso de ferramentas narrativas (enumerando elas: feitiço, reencarnação, doença terminal, triângulo amoroso, serial killer, bullying, corrupção – e eu posso estar esquecendo de mais alguma) fez dele uma obra sem identidade original, buscando se apoiar nas coisas que deram sucesso no semestre passado para conquistar a audiência da Netflix.
Nota: 1/5
Desculpe não acho que foi ruim eu amei assistir essa série.
Até porque a amor romance.