Agatha Christie é uma escritora espetacular, e falar isso é chover no molhado. O talento dela é mundialmente conhecido. Todo fã do gênero mistério deveria dar uma olhada em suas obras. E “Os Crimes ABC” reforça isso.
De cara, Christie já demonstra a sua facilidade em reforçar a química da dupla de protagonistas – o genial Hercules Poirot e Arthur Hastings, o narrador da história. Como usualmente faz, o livro é independente, apesar dos personagens já existirem em outras obras.
Em seguida, como já aponta o título, surgem os assassinatos, seguindo uma ordem alfabética. O mistério vai se desenvolvendo calmamente e dinamicamente, por mais que eu não consiga explicar como isso é possível. Poirot abre todo o seu leque de táticas, de ideias. Utiliza todo o seu alfabeto para tentar capturar o assassino ABC.
Christie tem facilidade em desenvolver a história, deixar todos atentos para os mínimos detalhes, temendo que algum pequeno detalhe se perca. Quando o leitor percebe, já está apostando corrida com Poirot na tentativa de desvendar os casos com antecedência.
Uma tentativa falha – pelo menos para alguns, como eu -, porém extremamente divertida. Algumas coisas não são o que parecem ser, enquanto outras são exatamente o que são. O motivo dos crimes? Bem, acaba surpreendendo, por assim dizer.
“Os Crimes ABC” surpreende por sua simplicidade, sem a necessidade de manobras mirabolantes para que um cenário mais atraente seja pintado para o leitor. Christie faz isso com maestria, indo direto ao ponto, mas dando toda a perspectiva de um ângulo amplo para que o leitor participe de toda a aventura.









